Negociações travam e greve na VCG deve começar dia 15

Três áudios obtidos com exclusividade pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, na manhã dessa sexta-feira (04), evidenciam que a greve no sistema transporte público, em Ponta Grossa, é cada vez mais forte e que a paralisação dos funcionários da Viação Campos Gerais (VCG) pode começar a partir do dia 15 de março. A ordem para a suspensão dos serviços, se as negociações não avançarem, seria do Sintropas de Curitiba.
No primeiro áudio, o diretor do sindicato relata que na quinta-feira (03) ocorreu uma reunião com a concessionária para tratar do aumento salarial e do vale mercado, mas as negociações não progrediram. “Fizeram uma proposta muito baixa que é inaceitável e aí fizemos uma contraproposta que é o mínimo do mínimo que pode-se negociar na questão do vale mercado e da questão salarial e de outras cláusulas sociais. Eles ficaram de se reunir para nos dar uma resposta. A partir da negativa deles de aceitar a nossa contraproposta, já na semana que vem vamos lançar indicativo de e greve para na próxima semana, dia 15, amanhecer tudo parado. Vamos para guerra. Porque quando não se tem meio de negociar e se queremos paz, temos que ir para guerra. Essa é a grande sacada. Se houver negativa de negociação, vamos para guerra. Não temos outra alternativa”, relata.
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No segundo áudio, o mesmo diretor conclama a categoria a se mobilizar. “Vamos para luta e não podemos se entregar pros homens. Vamos junto, reunidos, e se nós todos da categoria estivermos reunidos, somos um corpos forte. Somos um elefante e a empresa uma grama perto de nós. Temos que deixar de a grama mandar no elefante. O elefante pisa na grama e acabou. É a lei natural das coisas. Vamos resolver da maneira nossa. Lógico, sem vandalismo; vamos mostrar para eles que não é assim do jeito que eles estão pensando. Nós temos uma defasagem histórica, é um dos mais baixos do Estado. Não vamos resolver tudo, mas que seja feito a recomposição”, assinala.
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No terceiro áudio, produzido possivelmente durante uma videoconferência entre o Sintropas de Ponta Grossa e o Sintropas de Curitiba, o diretor comenta sobre a inviabilidade de um segundo reajuste da passagem. “Eles não podem subir a passagem novamente, nem com a greve. A prefeitura não vai dar de novo se tiver greve e, se eles forem condenados a dar aumento. Mas nós não temos nada a ver com isso. E nós não queremos nada fora de padrão. Nós queremos a recomposição do que é direito dos trabalhadores. Vamos aguardar a resposta da empresa que virá entre até segunda feira e a partir da negativa deles nós vamos dar indicativo de greve e vamos pro pau e precisamos de todo mundo junto. Será uma greve diferente, numa situação diferente e vamos pra pancada. Vamos lutar pelo nosso futuro”, encerra.
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