Belga vive abandonado em PG e precisa de recursos médicos

A vida do turista belga Jacques Charles Declercq, de 66 anos, não é das mais fáceis no Brasil. Morando em Ponta Grossa, o ex-cartunista e compositor tem dificuldades para sobreviver em Ponta Grossa, já que é considerado pela Polícia Federal em situação irregular no país e assim não tem condições de receber benefícios do governo federal e municipal.
Jacques chegou ao Brasil em setembro de 2013, em um vôo partindo de Lisboa (Portugal) para o Rio de Janeiro. De lá, ele pegou outro avião para Curitiba e acabou parando, após uma viagem de ônibus, em Ponta Grossa – onde morava uma antiga namorada.
O maior problema, segundo Jacques, é com a saúde. “Tenho uma série de problemas de saúde e não consigo tratamento porque dizem que estou irregular. Mas tenho todos os documentos necessários para permanecer no país”, afirmou, mostrando os registros para a reportagem do Portal aRede e do Jornal da Manhã.
Jacques sofre de papiloma invertido, um tumor benigno encontrado na região da cavidade nasal, além de ter deficiência quase que total do sistema imunológico. Por conta das complicações, ele necessita de tratamentos urgentes, mas não pode receber o benefício através do Sistema Único de Saúde (SUS). “Eles não me atender porque não reconhecem meus documentos, apesar de eu ter adquiridos de forma legal”, explica. Com os documentos, inclusive, Jacques afirmou alugar apartamentos no município e conviver em Ponta Grossa por mais de dois anos – até ser despejado do imóvel e ver a vida transformada em um ‘inferno’.
O ex-cartunista precisa tomar sete remédios diariamente, mas só conseguiu adquirir dois até agora. Ele recebe amparo do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas-POP) responsável por atender a população de rua. Atualmente, ele dorme no Asilo São Vicente de Paula.
Jacques explica que não pode voltar ao país de origem porque não tem condições de passar 10 horas dentro de um vôo. “Por conta da saúde, posso sofrer alguma parada cardiorrespiratória e morrer dentro do avião, já que não receberei atendimento”, afirma.
Interessados em auxiliar o ex-cartunista belga podem entrar em contato pelo telefone (42) 9820-9702 ou também procurar informações no Creas-POP pelo (42) 3901-1563.





















