Foto de Maria Fumaça percorrendo PG ganha a internet

Uma foto inicialmente publicada por Nelmar Jose Moreira e posteriormente postada por Adriano Busnello, em sua conta no Facebook, mostrando a Maria Fumaça percorrendo antigo trecho da ferrovia que cortava o bairro de Uvaranas, em Ponta Grossa, viralizou nas redes sociais. “É uma das últimas viagens da Maria fumaça pela ferrovia em Uvaranas, antes de ser extinta”, diz o post.
Vários comentários dão dimensão ao fato. “Eu me lembro, eu fui. Pegamos ali no pátio da ALL passamos pelo Alagados. O trajeto, a paisagem, o vagão, o conjunto todo foi perfeito!”, exclama Maritzia Larocca. “Essa foto me fez lembrar o dia que eu, com apenas nove anos fui atropelada pela Maria Fumaça, quando saia da feirinha da Benjamim Constant. Meu irmão Paulo desobedecendo as ordens de nossa mãe me deixou sozinha e foi trocar uns gibis. Mas estou aqui gente, inteirinha”, relembra Lila Léa Pedroso. “Chagas Moro bem em frente à senhora que aparece em primeiro plano, que acredito ser a vizinha Dutcha, na rua à direita, que antigamente se chamava Margem da Linha, e hoje é Rua Dr Lauro Cunha Fortes”, complementa Celso Luis.
Segundo a Prefeitura de Ponta Grossa, a Maria Fumaça 250 foi idealizada pelo engenheiro ponta-grossense Edwaldo Krüger e, com sua morte em 1936, foi concluída pelo seu filho Germano Krüger. Construída nos barracões da extinta rede ferroviária no bairro de Oficinas, originalmente era movida a vapor, tendo recebido apenas a caldeira de outra cidade. A locomotiva entrou em atividade em 1940, tendo linhas regulares de passageiros e cargas. Substituída em 1972 por máquinas mais modernas, passou a integrar o acervo da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) que, com sua extinção, destinou os bens ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) que, por sua vez, passou a Maria Fumaça 250 para o município, através de comodato.
Desde a década de 1990, encontra-se em exposição no Complexo Ambiental Governador Manoel Ribas, em frente à Casa da Memória Paraná, tornando-se um dos mais importantes monumentos turísticos do município, por guardar viva toda a história deste povo. Hoje, a locomotiva é tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Ponta Grossa (Compac). No ano passado, a Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Fundação Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Turismo, inscreveu junto ao Ministério do Turismo o projeto para restauração da Maria Fumaça 250. O valor total era de R$ 514.902,56, dentro do edital de Apoio a Projetos de Infraestrutura Turística. O resultado não tem prazo para ser divulgado.
O projeto inclui a locação de oficina/barracão para o trabalho, contratação de empresa especializada em transportes de grande porte (para deslocamento da locomotiva até a oficina e seu retorno após a conclusão dos serviços) e o serviço de restauração e manutenção da locomotiva e seu tender. Devido à sua exposição às intempéries e ações de vandalismo, a locomotiva vem sofrendo degradação constante, como estrago da sua fachada, piso, paredes internas, bem como o furto de várias de suas importantes peças.
A restauração possibilitará a valorização da Maria Fumaça 250 no complexo turístico e histórico formado pelas estações Paraná (Casa da Memória), São Paulo – Rio Grande (Estação Saudade) e Estação Arte, onde permanecerá com uma maior proteção.





















