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“PG precisa da 3ª via”, diz George de Oliveira

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Eleito vereador por três mandados consecutivos, George de Oliveira (PMN) foi o parlamentar mais votado em 2012. O vereador já ocupou o cargo de líder do atual Governo Municipal, mas atualmente é opositor ferrenho da gestão de Marcelo Rangel (PPS). Polêmico e envolvido em vários debates acalorados, George reafirmou a vontade de ser candidato à Prefeitura em 2016 e aposta em ser a “terceira via” na disputa eleitoral.

Além das candidaturas bem-sucedidas ao Legislativo Municipal, George também concorreu ao cargo de deputado em duas oportunidades. Oliveira aposta na conversa franca com o eleitorado que está “cansado da velha política”.
aRede: O que te motiva a se candidatar a Prefeitura?
George de Oliveira: Se fizermos uma ordem, você vai perceber que entre os maiores detentores de voto eu sou o sétimo na cidade. O Marcelo está com a imagem desgastada e tem muita gente que o cerca que é incompetente, ele não soube montar uma equipe técnica. A cidade precisa que homens de valor e de coragem e, sobretudo, com experiência administrativa que deem e a cara a tapa e se apresentem como candidatos.

aRede: Qual é a experiência que você obteve na Câmara?
George: Venci três eleições seguidas como vereador, sendo que na primeira eu fui o 15º mais votado. Já em 2008 eu fui o segundo mais bem votado na cidade e na terceira eleição em 2012 eu fui o primeiro bem mais votado. Após dois mandatos consecutivos eu não tive desgaste, porque fiz um bom mandado. As pessoas demonstram que estão cansadas da velha política, das velhas promessas. Não podemos ficar falando fiado, propor projetos mirabolantes que não são exequíveis, mas que, no momento da disputa política, iludem boa parte do eleitorado. Eu não quero ir para a televisão falar mentira.

aRede: Diante da queda nos repasses, qual seria a saída para a próxima gestão?
George: Fazer parcerias público privadas (PPPs) para o setor da saúde é um dos caminhos. Para algumas questões pontuais você pode buscar dinheiro com o empresariado, mas isso se você for um prefeito de prestígio na cidade. Eu tenho certeza de que os empresários que estão instalados aqui não vão discordar de investir na saúde, só que ninguém nunca pensou nisso. Momento de crise é momento de ousar e inovar.

aRede: Você já se candidatou ao cargo de deputado. O que isso te trouxe de experiência?
George: Eu vi como a coisa funciona, não vou pegar R$100 ou R$ 200 mil com uma empresa para depois ajudar essa companhia dentro da Prefeitura. Tem gente que vende a alma para o diabo para ganhar uma eleição. Eu vou contar de cara quem sou, uma pessoa que já atrasou talhões de luz e água, teve problemas com o Seras. Isso porque são as coisas ruins que aparecem durante a eleição, quando o adversário vê que você está crescendo ele tenta de tudo para te ‘matar’. Então eu já quero contar de cara tudo que aconteceu na minha vida. Todo mundo tem vontade de fazer isso, a minha diferença é que eu vou e faço.

aRede: Qual será o principal desafio da próxima gestão?
George: O que eu quero é uma cidade melhor, uma equipe bem montada. Quero divulgar a potencialidade de Ponta Grossa para outras indústrias – muitos outros investimentos podem ser feitos na cidade. Nós podemos fazer muitas coisas sem usar o dinheiro do município, mas parece que ninguém pensa. Por exemplo: o Mercadão Municipal está abandonado, aquele lugar poderia estar sendo usado pelo município para arrecadar fundos.

aRede: Quanto ao quesito financeiro, qual seria o caminho?
George: Nós precisamos também fazer uma planejamento financeiro melhor para não deixar de pagar as contas da Prefeitura. Muitas vezes foi o Legislativo que socorreu a Prefeitura com verbas que sobravam aqui na Casa de Leis para que a Gestão Municipal pagasse as contas mais básicas. Precisamos cortar todos os cargos comissionados, acabar com esse loteamento.

aRede: Do que depende sua candidatura para prefeito?
George: Eu tenho uma chance muito boa de reeleição para a Câmara pelo trabalho que eu faço. Para Prefeito eu dependo de todas as pesquisas que estão sendo feitas para saber da minha real chance e rejeição também. A minha vontade é ser candidato a prefeito de Ponta Grossa e batalhar para ir para o segundo, até por escassez de nomes no atual cenário. Com dois nomes fortes, eu serei o terceiro. A cidade precisa de uma terceira via, essa via precisa existir.

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