Déficit, dívidas e salários complicam as finanças de PG

A Prefeitura de Ponta Grossa apresentou nessa sexta-feira (26) os resultados fiscais do terceiro quadrimestre de 2015. As contas do munícipio demonstram um ‘baque’ com a crise financeira que atinge o país, mas também exibem um gasto preocupante (e acima do permitido pela legislação) com pessoal. Para os próximos meses, a Secretaria de Gestão Financeira já projeta corte de gastos com comissionados e também a redução de horas extras – o Município fechou o período com um déficit de R$ 7.250.717 milhões.
O balanço orçamentário do município foi apresentado pelo secretário Odailton Souza durante uma audiência pública na Câmara Municipal. Odailton ressaltou as dificuldades financeiras que os Governos vêm enfrentando em todas as esferas. “Algumas prefeituras tiveram dificuldade até mesmo para arcar com a folha salarial, aqui não passamos por isso, mas fomos atingidos de alguma maneira”, pontuou o secretário.
Odailton contou que o pagamento dos precatórios ‘pesa’ na gestão do dinheiro público, além de outras dívidas e empréstimos – atualmente a Prefeitura tem um débito de US$ 7,5 milhões com o Banco Internacional de Desenvolvimento (BID). Feito quando a moeda estrangeira estava cotada em R$ 2, atualmente o empréstimo preocupa a atual administração – o crédito foi tomado junto ao banco ainda pelo governo de Wosgrau (PSDB).
Ao explicar os dados referentes às receitas do município, Odailton demonstrou como algumas das receitas ficaram abaixo do esperado – situação causada pela crise financeira. Mesmo diante da instabilidade do mercado, Ponta Grossa teve um aumento na arrecadação tributária no período – a estimativa era arrecadar com impostos a bagatela de R$ 152 mil, mas o município atingiu a cifra de 167 mil no último quadrimestre de 2015.
Diante do déficit apresentado pelo Município o secretário afirmou que nos próximos oito meses o Poder Municipal está impedido de criar novas despesas (gastos não previstos) ou contratar novos servidores. No período apresentado a Prefeitura gastou 53,32% (R$ 323 mil) do orçamento com o pagamento de funcionários – esse valor tem que diminuir em pelo menos R$ 30 mil.
Convocação preocupa Câmara
A convocação dos aprovados em concurso público do municípios preocupa os vereadores. Daniel Milla (PSDB) e Antonio Laroca Neto (PDT) questionaram Odailton durante a audiência sobre a possibilidade da convocação ficar “parada” com a situação financeira da Prefeitura. O secretário afirmou que, na opinião dele, isso não deve ocorrer. “Esses cargos foram criados depois que uma despesa foi aprovada, ou seja, está e continuará previsto no orçamento municipal, não é um novo gasto”, argumentou Odailton.





















