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Arrecadação federal cai em janeiro nos Campos Gerais

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A região dos Campos Gerais iniciou o ano com uma retração da geração de impostos federais. Balanço divulgado ontem pela Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa, que abrange 59 municípios, aponta que a arrecadação apresentou uma queda nominal de 1,63% em relação ao mesmo mês de janeiro em 2015, totalizando R$ 349,9 milhões (no ano anterior esse valor foi de R$ 355,7 milhões). Considerando a inflação acumulada no período (IPCA), no entanto, de 10,7%, essa queda foi ainda maior, superior a 11%.

A maior retração foi observada na arrecadação fazendária. Enquanto, no primeiro mês de 2015, o valor obtido foi de R$ 224,6 milhões, neste ano ele atingiu R$ 208,8 milhões, o que representa uma queda nominal de 7%, sendo 17% de retração real. “Grandes empresas fizeram o recolhimento fizeram o recolhimento em janeiro, e não deixaram para março, como era uma alternativa possível. Então não devemos ter a reposição desse valor em março. Então há a queda nominal, o que é um ambiente horrível para a economia e para os serviços públicos como um todo”, relata o delegado da Receita Federal em Ponta Grossa, Gustavo Horn.

A explicação é a retração econômica nacional. “Empresas tiveram um ano de 2015 muito difícil. A margem de lucro reduziu bastante e outras se converteu a prejuízo. Diminuiu a base de empresas que fazem recolhimento, e há as que privilegiam pagar outros compromissos, que não os impostos. Sabemos que é uma decisão difícil para o empresário, mas vamos fazer a nossa parte de fazer a cobrança e levantar a arrecadação”, completa Horn.

Historicamente janeiro é um mês de grande arrecadação, então, segundo Horn, não deve haver a recuperação desses valores em outros meses. “É possível que este mês de janeiro seja o melhor em valores absolutos, mas, comparando com 2015, foi ruim, e a tendência é que o valor de janeiro não se repita”. Na arrecadação fazendária, houve um crescimento nominal de 7,6%.


Valor arrecadado na região tem maior retração a média
O governo federal arrecadou R$ 129,38 bilhões em impostos e contribuições em janeiro de 2016. O resultado representa queda real de 6,71 % em relação ao mesmo período de 2015, com a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo governo para estabelecer as metas de inflação. O resultado é o pior para meses de janeiro desde 2011. Segundo Horn, a queda maior na região se deve a falta de alguns setores que tiveram lucro em 2015, como sedes de bancos, por exemplo. “Nossa economia é diversificada, mas todos os setores sofreram um pouco”, conclui.

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