Número de alunos em tempo integral cresce para 18 mil

Em seu último ano de gestão à frente da Secretaria de Educação de Ponta Grossa, Esméria Savelli, em entrevista ao Jornal da Manhã na tarde de ontem, se diz realizada, principalmente no que diz respeito ao ensino em tempo integral no município. “O ensino municipal passa a ser reconhecido graças aos esforços de todos que fazem parte dele”, comenta.
De 2013 – primeiro ano de sua gestão – até agora, o número de crianças estudando em tempo integral no Ensino Fundamental passou de 390 para 9.479. Da mesma forma, dentro da Educação Infantil, os números prosperaram de 2.547 alunos para 8.926 em três anos. Ou seja, somando os dois levantamentos, o número de crianças atendidas passa de 18 mil – um crescimento de seis vezes. Dentro de toda a rede municipal são 31 mil alunos regularmente matriculados.
Segundo a assessoria de imprensa da pasta, das 143 unidades de ensino da cidade, 84 são escolas e 59 são Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis). Até o final do ano, três novos Cmeis devem ser entregues para a população – eles ficam no Núcleo 31 de Março, Vila Ana Rita (previsão de conclusão em dois meses) e Jardim Jacarandá (esse apenas aguardando a inauguração). Um quarto investimento, na Vila São Francisco, deve ser licitado nos próximos dias.
Apesar de se basear nos números, Esméria acredita que os benefícios da educação integral não se resumem quantitativamente. “Eles se defendem também qualitativamente, proporcionando um aprendizado em um escola de currículo ampliado. Construímos assim uma escola em tempo integral, com uma educação integral”, destaca.
Outro diferencial destacado pela secretária recaí sobre o tempo de trabalho para a implantação de novos projetos. “Nos próximos meses devemos colocar em práticas vários projetos, alguns deles com intercâmbio de informação com escolas fora do país. Neste sistema dá tempo de desenvolver vários projetos”, finaliza.
‘Ensino integral não é confinamento’, afirma secretária
Aproveitando a ocasião, a secretária de Educação, Esméria Savelli, também esclareceu que a educação em tempo integral não é um confinamento, muito menos deve ser tratada como contraturno escolar ou social. “Nós desenvolvemos nas sete horas que a criança está na escola um projeto pedagógico, focando na formação como um todo do indivíduo”, explicou.





















