Sesa ignora casos de zika, dengue e chikungunya na região

Não é difícil encontrar pessoas comentando por aí que a situação da Dengue, Zika Vírus e Febre Chikungunya é “muito mais feia” do que realmente parece. O que poderia ser considerado mais um “boato a boca pequena” começa a tomar contornos verídicos devido ao desencontro de informação existente nos próprios órgãos responsáveis pelo combate ao Aedes aegypti. Um exemplo é o relatório semanal da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) – divulgado na última terça-feira – que mais uma vez desconsiderou os casos confirmados de Dengue em Ponta Grossa neste ano. Essa é a segunda vez consecutiva que o município aparece zerado no levantamento.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, a cidade já registra 11 casos comprovados, sendo todos importados, ou seja, as pessoas foram contaminadas durante viagens a outras regiões do país como Paranaguá, Rio de Janeiro, Primavera do Oeste, no Mato Grosso, Uberaba, em Minas Gerais, e Dourados, Mato Grosso do Sul. Da última semana (com nove pacientes atestados) até hoje (número saltou para 11), o crescimento foi de 22% em relação aos casos confirmados da doença no município.
Procurada pela equipe de reportagem do Jornal da Manhã e portal aRede, a assessoria de imprensa da Sesa informou que houve sim um problema no fluxo de informação em relação aos números da Dengue em Ponta Grossa. Apesar disso, a correção só será feita no boletim que será emitido na próxima semana.
Da mesma forma que a Dengue, o levantamento sobre casos de Zika e Chikungunya não relaciona cidades pertencentes a 3ª Regional de Saúde. Apesar disso, a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde descarta a existência de casos das duas doenças em Ponta Grossa.
ZIKA E CHIKUNGUNYA
Notificações explodem em Telêmaco
A preocupação em relação ao Zika e a Chikungunya em Telêmaco Borba vem crescendo semanalmente. No penúltimo relatório a cidade tinha dez notificações de Zika e nove de Chikungunya. No último levantamento, os números saltaram para 15 de Zika e 14 de Chikungunya. Exames devem confirmar ou não as doenças nos próximos dias.
prevenção
População precisa eliminar criadouros do Aedes aegypti
O combate ao Aedes aegypti não é só de responsabilidade dos órgãos públicos, mas também de toda população. O mosquito se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias – água parada limpa ou pouco poluída. A conscientização e a tomada de medidas são fundamentais nesta batalha. Por isso, a orientação é nunca deixar água parada em pneus, garrafas, potes, lajes de residências ou prédios; manter a caixa d´água sempre limpa e tampada; e não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada.
O QUÊ
>> Sintomas
Os sinais de infecção pelo Zika são parecidos com os sintomas da Dengue e começam de três a 12 dias após a picada do mosquito. As pessoas devem ficar atentas ao registro de febre entre 37,8 e 38,5 graus; dor nas articulações – frequentemente nas mãos e pés, com possível inchaço; dor muscular; dor de cabeça e atrás dos olhos, além de erupções cutâneas, acompanhadas de coceira. A contaminação pela Chikungunya provoca febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos.





















