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SESP abre investigação sobre gestão do IML de PG

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Rodrigo de Souza

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Após uma série de denúncias sobre problemas em relação ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa, a Secretaria do Estado de Segurança Pública (SESP) decidiu instaurar uma sindicância para apurar possíveis problemas de gestão na unidade. A decisão aconteceu nesta segunda-feira (22), dias depois de o secretário da pasta Wagner Mesquita, visitar o município.

De acordo com a assessoria de imprensa da SESP, a apuração deve ser concluída entre 20 e 30 dias – de acordo com o andamento das investigações. A intenção da secretaria é apurar se houve alguma irregularidade durante a atual gestão do órgão e, caso confirmado, apontar os culpados pela atual situação.

Na última sexta-feira (19) a família do Sargento da Reserva Adriano Henrique Faria, segundo denúncias de funcionários, precisou entrar em contato direto com a SESP para que o corpo do militar fosse liberado no local, após mais de 10 horas de espera – Adriano morreu em um acidente de caminhão. Não havia médicos de plantão na unidade desde a quarta-feira (17), situação que se estendeu até o domingo (21). Durante o final de semana, corpos da região precisaram ser levados até o IML de Curitiba para a liberação e assinatura de legistas. Informações dão conta de que famílias esperaram mais de 24 horas para a liberação de corpos, por conta do translado.

Denúncias feitas ao Portal aRede afirmam que a direção da unidade de Ponta Grossa teria dado uma ‘ordem’ para que corpos não fossem liberados entre o período das 23h às 8h, já que não teriam médicos legistas suficientes no plantão. A direção do local foi procurada, mas não atendeu aos telefonemas até o fechamento desta edição.

A unidade sofre constantemente com problemas de falta de médico. Denúncias feitas na semana passada junto à redação do Jornal da Manhã afirmaram que um traumatologista do Pronto Socorro Municipal (PSM) precisou ser acionado para a liberação do corpo do Sargento da Reserva na sexta-feira (18).

Na segunda-feira (22) pela manhã, dois funcionários do Instituto Médico Legal de PG foram afastados das atividades pela gestão atual. A princípio, eles ficam à disposição do Estado para serem realocados para outras unidades do IML. Os funcionários, no entanto, contestam a decisão do afastamento, já que não teriam culpa pelos problemas ocorridos no local.

Escala precária de médicos escancara problemas

A Portal aRede e o Jornal da Manhã tiveram acesso à escala de legistas do Instituto Médico Legal de Ponta Grossa. Apesar da Secretaria do Estado de Segurança Pública (SESP) garantir que cinco médicos realizam o rodízio de plantão na unidade, a escala mostra apenas dois médicos disponíveis. Além disso, vários dias e horários na semana estão vagos – confirmando as denúncias de falta de legistas no órgão.

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