Projetos para o transporte coletivo não saem do papel

Em clima de instabilidade entre os funcionários e a Viação Campos Gerais (VCG) – empresa responsável pelo transporte coletivo de Ponta Grossa –, na eminência de mais uma greve da categoria, a qualidade do serviço prestado pauta as discussões dos quase 100 mil usuários que dependem dos ônibus diariamente. Investimentos em veículos e na infraestrutura dos quatro terminais existentes, além da ampliação de horários e criação de novas linhas, e um preço mais baixo na tarifa que hoje é de R$ 3,20 (o último reajuste aconteceu no dia 7 de fevereiro, encarecendo em R$ 0,35 o valor pago), são algumas das reivindicações.
Apesar das sugestões, projetos efetivados mesmo são poucos. O último a ser anunciado, há dez dias, foi a reforma do Terminal da Nova Rússia. O início das obras, que contará com cinco etapas e um investimento de R$ 270,4 mil, ainda depende da abertura de uma licitação por parte da Secretaria de Planejamento da Prefeitura. Desde 2013, quando o Terminal Central foi reformado, nada parecido havia sido feito neste sentido no município.
A discussão sobre o transporte é tão latente na cidade que até uma Comissão Especial de Investigação (CEI) foi aberta dentro da Câmara dos Vereadores. Nesta segunda-feira, uma nova reunião deverá tratar de pendências dentro do transporte coletivo municipal. Presidida pelo vereador Romualdo Camargo (PSDC), tendo como relator Pietro Arnaud (Rede), e sendo composta ainda pelos parlamentares Rogério Mioduski (PPS), Walter José de Souza – Valtão (PROS) e Antônio Aguinel (Rede), ela tem até março para entregar o relatório final – esse prazo já foi prorrogado, não sendo possível um novo adiamento.
Em conversa com o vereador Aguinel na manhã do último sábado foi possível elencar propostas que ainda não saíram do papel e que dificilmente serão colocadas em prática até o final deste ano. “Uma delas era a criação da ‘Linha do Trabalhador’. A ideia era que os funcionários do Distrito Industrial da cidade tivessem uma linha direta até seus locais de trabalho”, relembrou. Outra proposta recuperada pelo parlamentar era a da construção dos Mini terminais. “Essa era uma sugestão para melhorar a infraestrutura urbana. Os Mini terminais ficariam na Nova Rússia, Uvaranas, Santa Paula, Jardim Carvalho e Oficinas. Nada foi feito”, finalizou.
Audiência pública foi improdutiva
Pontuando mais algumas iniciativas que caíram no esquecimento, o vereador Antônio Aguinel destacou a realização de uma audiência pública sobre o transporte em abril de 2013. “Pouco se aproveitou do que foi sugerido neste encontro. Muitas pessoas compareceram ao plenário da Câmara e puderam expor seus posicionamentos. Ideias muito boas foram apresentadas. Uma pena não terem sido aproveitadas”, afirmou o parlamentar. A assessoria de imprensa da VCG foi procurada para comentar a questão. Porém, respondeu que a responsabilidade por investimentos neste sentido cabem a Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT). O presidente da AMTT, Eduardo Kalinoski, não retornou às ligações feitas pela equipe de reportagem do JM.





















