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Funcionários da VCG recusam proposta e indicam greve

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Afonso Verner

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Os funcionários da Viação Campos Gerais (VCG) recusaram a proposta de reajuste feito pela empresa. Em uma assembleia realizada na noite dessa quinta-feira (18), a categoria refutou o reajuste de 7,63% no salário e 15,28% no vale-alimentação apresentado pela empresa. Além disso, os trabalhadores aprovaram o indicativo de greve – a empresa já convidou os representantes sindicais para uma nova mesa de negociação.

Segundo Luiz Carlos de Oliveira, consultor sindical do Sintropas-PG (Sindicato dos Motoristas e Cobradores), antes mesmo da primeira proposta ser discutida em assembleia, a empresa enviou o convite para uma nova negociação. “Talvez vamos tentar compor algo juntos, um valor que fique bom para os trabalhadores e que a empresa também possa arcar”, pontuou Oliveira.

O Sintropas-PG apresentou um reivindicação para a VCG de aumento real 5% e de 100% no vale-alimentação. Segundo os sindicalistas, atualmente o valor concedido ao auxílio alimentação é um dos mais baixos do Estado. “Vamos começar marcar o novo encontro a partir de amanhã e nossa intenção é que as negociações continuem abertas”, disse Luiz Carlos.

No último dia 7 de fevereiro, a Prefeitura decretou um reajuste de mais de 12% na tarifa do transporte coletivo – a passagem de ônibus subiu de R$ 2,85 para R$ 3,20. O aumento foi sugerido pelo Conselho Municipal de Transporte a partir da planilha de custos da empresa – o aumento anual é previsto no contrato entre a Prefeitura e VCG. Entre os principais causadores do aumento estão o reajuste nos combustíveis e a queda no número de passageiros que usam o transporte coletivo.

Caso o aumento concedido pela empresa aos trabalhadores represente o chamado “estouro no gatilho” a Viação poderá pedir a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), concedente do serviço, um novo reajuste. Desse modo, Ponta Grossa poderá ter dois reajustes na tarifa apenas em 2016.

Categoria discutirá possibilidade de greve em nova assembleia

Uma possível greve só será discutida pela categoria em uma nova assembleia. A expectativa do Sintropas-PG é de que a negociação com a empresa continue e que não haja necessidade de paralisação total das atividades. Em 2014, Ponta Grossa passou por uma das maiores greves da história do transporte – a paralisação foi marcada por um embate entre o então vereador Aliel Machado (hoje deputado federal filiado a Rede) e o prefeito Marcelo Rangel (PPS) envolvendo um subsídio de 2,4 milhões ao transporte.

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