BRDE libera mais de R$ 500 mi para a região em seis anos

Mais de meio bilhão de reais. Este foi o volume em recursos disponibilizados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para investimentos na região dos Campos Gerais desde o ano de 2010. Somente para Ponta Grossa, foram liberados, nestes seis anos, R$ 107,3 milhões. Os números foram apresentados pelo Superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Cesar Starke Junior, e pelo Gerente de Operações Adjunto, Sérgio Toshimi Sato, nesta quarta-feira, em visita à redação do Jornal da Manhã e portal aRede.
O maior volume de recursos liberados foi para o município de Castro (R$ 213 milhões). Isso ocorreu, em especial, em função dos investimentos realizados pela Cooperativa Castrolanda. A Unidade Industrial de Carnes, por exemplo, construída pela intercooperação em Castro, teve parte dos R$ 250 milhões de investimento financiado pelo BRDE. Ele lembra que esses recursos são liberados através de programas específicos. “São pelas linhas de crédito Prodecoop e Prodecap, que são exclusivas para as cooperativas”, explica. Somente pelo Prodecoop, foram liberados R$ 195 milhões desde 2010, para os municípios da microrregião de Ponta Grossa (que engloba Castro, Carambeí e Palmeira).
Para estes quatro municípios da região, foram financiados, através do BRDE, R$ 81,2 milhões no ano passado, divididos em 48 contratos. Os setores que mais obtiveram recursos foram o de comércio e serviços (R$ 34,7 milhões), agropecuária e floresta (R$ 31,6 milhões), indústria (R$ 12,4 milhões) e infraestrutura (R$ 2,3 milhões). Destes 48 contratos, metade deles foi realizada através do Inovagro, linha destinada a apoiar investimentos para a incorporação de inovação tecnológica nas propriedades rurais, visando ao amento da produtividade. Para Ponta Grossa, foram financiados R$ 18,7 milhões em 2015. “Nessas microrregiões, quando há investimento em um município, há o investimento em todos. Se investe em Carambeí, acaba refletindo em Ponta Grossa”, destaca Starke.
Como um dos principais diferenciais do BRDE, Starke ele aponta o financiamento não só para coisas tangíveis, mas também intangíveis, como projetos. “É financiar o prédio, a máquina, o treinamento do funcionário, as despesas para fazer a empresa rodar. É um conjunto de investimento que só nós fazemos, vai além do que outro banco financia, no sentido de buscar exaurir tudo o que vai ser investido”, completa o superintendente, informando que através do BRDE é possível financiar, inclusive, os impostos atrelados à importação de máquinas, por exemplo.
Agendamento de visita pode ser feita através do telefone
Para obter o crédito, o superintendente informa que o empresário interessado pode acessar o site do banco, ir até a sede em Curitiba ou então ligar para o BRDE, para agendar a visita de um profissional. “O mais comum é ligarem e nosso técnico de prospecção vai até a empresa e explica como funciona. Como financiamos somente a partir de R$ 50 mil, são recursos para empresas mais planejadas, que pensam a longo prazo”, esclarece.





















