Trabalhador flerta com a morte no teto de prédio da Prefeitura | aRede
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Trabalhador flerta com a morte no teto de prédio da Prefeitura

Imagem ilustrativa da imagem Trabalhador flerta com a morte no teto de prédio da Prefeitura
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Mário Martins

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Um trabalhador foi flagrado na manhã dessa terça-feira, em situação de extremo risco, no teto do edifício do antigo Clube Guairá, no cruzamento das Ruas Balduino Taques e Doutor Colares, na área central de Ponta Grossa. Nesse imóvel funcionam a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), a Secretaria de Cidadania e Segurança Pública, a Guarda Municipal e a Companhia Pontagrossense de Habitação. De forma inconsequente e imprudente, o trabalhador foi filmado e fotografado por uma equipe do portal aRede, no parapeito do prédio, a mais de 50 metros de altura.

Não estava com equipamentos de proteção individual, como cordas, cintos abdominais ou capacetes. Apesar de estar prestando serviços para a Prefeitura, não era fiscalizado. Na possibilidade de uma queda, não sobreviveria. O jornal alertou a Prefeitura sobre o comportamento de risco do trabalhador. O Paraná é o terceiro Estado País com maior número de mortes por acidentes de trabalho.

De acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social 2013, lançado nesse ano, o Brasil registrou, em 2013, 717.911 acidentes de trabalho, dos quais 14.837 resultaram em incapacidade permanente e 2.797 em óbito. O Paraná, por sua vez, registrou 53.132 acidentes, dos quais 1.353 resultaram em incapacidade permanente e 370 em óbitos – números que colocam o estado em quinto lugar no número de acidentes (atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul) e terceiro que mais registra óbitos (atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais).

Os números, no entanto, precisam ser relativizados. Para a procuradora do trabalho Ana Lucia Barranco, coordenadora do Fórum de Proteção ao Meio Ambiente de Trabalho do Estado do Paraná (FPMAT-PR), os números precisam ser avaliados considerando-se a proporção entre acidentes e população economicamente ativa. “O que também pode ocorrer é que o Paraná notifique mais acidentes, devido à maior capacitação dos profissionais de saúde, o que não necessariamente quer dizer que aqui haja mais acidentes”, explica.

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