UEPG pune aluno por invadir sistema e alterar notas

Um acadêmico do curso de Engenharia da Computação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) foi punido na última sexta-feira (12), após suspeitas de invasão dos sistemas da universidade para alterar notas de umas das disciplinas do curso. O episódio ocorreu no dia 20 de setembro de 2014 e ainda envolveu outro estudante.
O acadêmico, que não terá o nome divulgado pela reportagem do Portal aRede, foi advertido pela UEPG através da Portaria nº 9526/2016, emitida na sexta-feira. O processo disciplinar corria desde 2014, quando o Núcleo de Tecnologia da Informação da instituição detectou a falha de segurança e puniu os alunos.
De acordo com o diretor da Procuradoria Jurídica da UEPG, João Irineu de Resende, dois estudantes entraram no servidor da Secretaria da instituição, pegaram o Diário de Classe e alteraram as notas. No entanto, o sistema de segurança detectou a mudança e identificou os alunos.
"Eles passaram por um processo que correu durante todo o ano de 2015. No entanto, um dos envolvidos - o que teria efetivamente invadido o sistema e alterado a própria nota e a do colega de classe - acabou pedindo transferência para outra instituição, impossibilitando que seja punido pela UEPG", explicou o diretor.
Ao final, o aluno apenado que continuou no curso acabou não sendo beneficiado com a ação, já que foi pego pelo sistema de segurança e a nota verdadeira foi mantida. "Neste caso, a instituição optou por uma advertência verbal aplicada pelo coordenador do curso, com o objetivo de que ele compreenda a imoralidade do fato", declarou João Irineu.
A advertência simples não contará no diploma e nem ficará registrado junto ao acadêmico, segundo o diretor. "É a pena mais leve dentro de um inquérito disciplinar, mas ele poderia ter sido suspenso ou até mesmo desligado da universidade, dependendo da gravidade dos fatos", ressaltou.
O diretor da Procuradoria Jurídica lembrou que o sistema de segurança da UEPG tem padrões e certificações internacionais e que praticamente não existe qualquer tipo de manipulação que não seja detectada. "Eles foram ouvidos, passaram por um inquérito disciplinar e acabaram punidos. Que sirva de exemplo para outros acadêmicos da instituição", lembrou.





















