Argentino ganha vida limpando para-brisas de carros em PG

Na busca por uma vida melhor, o argentino Hernan Carlos Muñoz deixou sua família em Concepción, cidade Argentina para trabalhar nas ruas de Ponta Grossa. “Faz dois meses que deixei minha mulher e meu filho e vim para o Brasil. Já passei por quase 10 cidades”, afirma o argentino. Com um sotaque quase ‘abrasileirado’, Hernan Carlos trabalha nos cruzamentos centrais da cidade.
Toda vez que o sinal para, lá vai ele limpar o para-brisa dos carros que por ali passam. Segundo ele, os motoristas da cidade são receptivos e a maioria deles trata o trabalho de Hernan com seriedade. “Não é fácil, mas a gente precisa trabalhar. Estou aqui porque quero terminar minha casa na Argentina. Para isso, faço de tudo um pouco, limpo os carros, faço artesanato para vender e assim vou seguindo”, diz Hernan Carlos.
Assim que o dia termina, o argentino toma o ônibus com destino a Castro, é lá que ele fica, em um quarto alugado: “Depois daqui vou seguir para Telêmaco Borba, trabalhar mais um pouco e tudo der certo logo voltarei para meu país”. Simpático e um tanto tímido, Hernan trabalha ao longo do sol escaldante da segunda feira, com seu míni rodo, sabão e um tanto de água.
“É um trabalho digno, muitos pedem dinheiro nas ruas, mas eu ofereço meu trabalho e o pagamento fica a critério do cliente”, conta o argentino. Mesmo que a saudade aperte, ele sempre dá um jeitinho de ficar por perto. “Eu tenho facebook e sempre estamos conversando por lá, mesmo que não seja a mesma coisa dá para matar a saudade”, assinala Hernan.
Ele gosta do que faz e procura sempre ser educado e gentil com todos. Hernan ainda explica que, por conta de uma má formação em seu corpo, não pode levantar muito peso, o que o impede de trabalhar com outra coisa. “Já fiz tratamento agora não mais e por conta disso não trabalhar em outro serviço, também não tenho estudos então resolvi trabalhar desse jeito”, explica o argentino.
E assim ele segue, carro vai carro vem e Hernan procura atender todos, tudo na mesma simplicidade. São quase três para-brisas limpos a cada momento em que o sinal fecha. O trabalho é digno e a recompensa, segundo ele, é uma vida melhor para sua família.
Informações do Jornal da Manhã.





















