Prefeitura de PG gasta R$ 1,6 milhão com locações de imóveis

A Prefeitura de Ponta Grossa gasta aproximadamente R$ 1,6 milhão com a locação de imóveis por ano – mensalmente os cofres municipais desembolsam cerca de R$ 140 mil. No entanto o Poder Municipal continua subutilizando (quando não deixando de utilizar) imóveis públicos em locais importantes da cidade, entre eles o prédio do antigo Clube Guaíra e o Mercado Municipal. A Secretaria de Administração do município já planeja estratégias para “zerar” o gasto com a locação nos próximos anos.
Entre os principais “desperdícios” em termos de ocupação imobiliária está o Mercado Municipal. Fechado desde que foi encampado pela Prefeitura em 2011, o local segue sendo vítima do desgaste do tempo e já se tornou um problema de Segurança Pública. Atualmente o Poder Executivo estuda uma parceria público-privada (PPP) para que o local seja reaberto como Mercado Municipal e tenha um local reservado para órgãos da Prefeitura – a PPP prevê uma contrapartida de R$ 10 milhões da iniciativa privada.
O acompanhamento do Observatório Social dos Campos Gerais (OSCG), subseção em Ponta Grossa, mostra um “desperdício” evidente por parte da Prefeitura. Segundo Ney da Nóbrega Ribas, presidente da entidade, o Poder Municipal atualmente subutiliza vários imóveis, além de permitir a “degeneração” de outros locais. “Temos muitos imóveis que são da Prefeitura e estão degenerando com o tempo. Eles continuam gerando despesas ao município sem serem utilizados”, comentou Ney.
Em 2016 o Observatório Social pretende melhorar o acompanhamento desse tipo de gasto – atualmente faltam voluntários para realizar o trabalho. “Vamos procurar a ajuda das universidades da cidade para conseguirmos estudantes de engenharia e arquitetura. Nós queremos avaliar a infraestrutura e acessibilidade dos atuais prédios municipais, locados ou que pertençam ao município”, contou o presidente do Observatório.
Segundo Ney atualmente a Prefeitura tem um gasto duplo – primeiro com a locação dos imóveis para receber órgãos municipais e futuramente para reformar os prédios que estão abandonados. O presidente do Observatório sugere mais “profissionalismo”. “Nossos vereadores deveriam cobrar mais, atualmente gastamos demais alugando imóveis. Além disso nós subutilizamos os nossos prédios, como é o caso do Guaíra”, pontuou.
Mudanças no Palácio da Ronda
A Secretaria de Administração prevê outras mudanças no Paço Municipal. As sedes de algumas pastas deverão mudar de local para melhorar as condições de trabalho dos servidores. “Essa é uma preocupação da atual administração. Atualmente temos locais muito problemáticos e sem o conforto adequado para os servidores e para a população”, contou Elizabeth. Além do Procon, a Agência Reguladores de Águas (Aras) e a Secretaria de Educação deverão ser transferidas. Elizabeth já tem uma estratégia para “zerar” o gasto com aluguéis nos próximos anos, no entanto a secretária preferiu não entrar em detalhes sobre o assunto.
Prefeitura nega ‘subutilização’ do Guaíra
A secretária de Administração, Elizabeth Schmidt, discorda da visão de que o prédio do Guaíra venha sendo subutilizado. O local foi comprado pela Prefeitura em 2007 durante um leilão – o Guaíra foi arrematado por R$ 1,9 milhão. Pedro Wosgrau Filho (PSDB), prefeito da cidade na época, explicou que a compra do imóvel iria proporcionar uma economia de R$ 25 mil mensais aos cofres municipais. Elizabeth argumenta que atualmente apenas o salão de festas do prédio está vazio – o local passou por uma reforma e deverá ser a nova sede do Procon na cidade, hoje instalado no Palácio da Ronda.
Gastos poderiam ser investidos na cidade, diz Ney
Ney defende que, em um primeiro momento, o valor de R$ 1,6 milhão apurado pela reportagem do Jornal da Manhã pode não ser relevante, mas no atual cenário político o dinheiro poderia ser investido na cidade. “Quando a Prefeitura argumentar que não há dinheiro para fazer investimentos importantes, esse R$ 1,6 milhão passam a ser muito relevantes. Esse valor poderia ser investido em várias áreas”, pontuou Nóbrega. O gasto com aluguéis soma 32% do atual orçamento da Fundação de Esportes e Lazer da cidade, por exemplo.
Informações do Jornal da Manhã.





















