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Supermercados fecham 2015 com 698 demissões

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O setor supermercadista registrou 698 rescisões de contrato ano passado. Foi o segmento do comércio que apresentou o segundo maior número de demissões em 2015, perdendo apenas para o setor varejista, em geral, que apresentou 1.918 demissões durante todo o ano. No total, 4.147 trabalhadores foram demitidos no comércio ponta-grossense no ano passado, segundo dados revelados pelo Sindicato dos Comerciários de Ponta Grossa. Esses números representam apenas o número de rescisões de contratos, e dos trabalhadores com mais de um ano na empresa, e não leva em conta o número de contratos assinados (número de admitidos, os quais estarão disponíveis apenas em abril, na RAIS). Informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que trazem o saldo de empregados e desempregados (CAGED), apontaram o fechamento de 1.214 postos de trabalho na cidade em 2015.

O presidente do Sindicato dos Comerciários, João Vendelin Kieltyka, destaca que no ano passado realmente houve um incremento no número de demitidos no ramo supermercadista. Segundo ele, esse acréscimo nas demissões está relacionado ao corte de custos. “Esse número está um pouco acima dos anos anteriores. Para os supermercados o que mais pesa é a folha de pagamento, então os funcionários mais antigos que vão ficando, às vezes, fazem acordo”, informa. Um detalhe interessante observado é que cresceu o número de acertos com funcionários com muitos anos de empresa. “No ano de 2015 nós tivemos 847 rescisões com funcionários com mais de 4 anos na empresa”, diz.

Vendelin, no entanto, lembra que nesses números não estão contabilizados os ex-funcionários da rede Walmart, que encerrou a atividade de duas lojas em Ponta Grossa – o BIG e o Todo Dia da Nova Rússia. “Em janeiro o que mais demitiu foi o setor de supermercado, com 196 demissões. Tivemos mais de 80 só da rede Walmart e temos mais uma porção de rescisões da rede para fevereiro”, completa.


Quadro é proporcional às vendas
José Carlos Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), acredita que o número de demissões é superior no ramo supermercadista. “Foram mais de 1 mil, se contar os com menos de um ano de trabalho”, diz. Ele esclarece que o número de funcionários contratados é relacionado com as vendas. “A quantidade varia conforme a venda por mês. Cada tantos mil vendidos representa um funcionário. Quando cai as vendas, cai o número de funcionários”, explica.

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