'Cachoeira' em terminal revolta usuários de ônibus
Na iminência de desembolsar mais dinheiro para usufruir do transporte público, os ponta-grossenses convivem com problemas históricos dentro do sistema. Ônibus com superlotação, rotas e volas sem muitas opções de horários, atrasos e os seguidos roubos deixam de mau humor quem usa o serviço.
Nos terminais, a falta de estrutura é evidente. Esses espaços são subutilizados. Além disso, a ideal segurança e o sonhado conforto para quem aguarda o ônibus passam longe do sistema. Hoje, pela manhã, um vídeo nas redes sociais, retrata o caos no Terminal Central quando chove. Uma verdadeira cachoeira atingia um articulado e molhava quem tentava embarcar.
Os internautas não deixaram por menos e realizaram duras críticas. “Que beleza, e ainda querem subir a passagem com essa estrutura maravilhosa que tem nos terminais”, assinala Gaby Kostiuresko. “No terminal central a cachoeira é bem no ponto da Vila Marina. Descaso com a população que necessita do transporte”, comenta Célinha Da Rosa Szczerepa. “E goteiras imensas dentro de ônibus, que chove mais dentro do que fora, complementa Aléxia Durski.
Na noite de terça-feira, o Conselho Municipal de Transporte (CMT) sugeriu que a tarifa de ônibus em Ponta Grossa seja reajustada para o valor de R$ 3,20. A decisão foi tomada após quatro horas de reunião de portas fechadas na sede da Secretaria de Planejamento. O reajuste ainda terá que ser sancionado pelo prefeito Marcelo Rangel (PPS), antes de entrar em vigor.
A sugestão inicial da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), órgão regulador do serviço, era de que o valor fosse alterado para R$ 3,18 – este índice foi aferido após a análise da planilha de custos do sistema. No entanto, ambas as sugestões não contemplam o reajuste salarial dos colabores da Viação Campos Gerais (VCG).
Na terça-feira, também, foi lançado o Portal da Transparência do transporte público, apresentando, entre outras informações, detalhes sobre a composição da tarifa e o contrato de concessão. A página pode ser acessada no endereço www.pontagrossa.pr.gov.br/amtt/transparencia. Lá são encontradas informações referentes às planilhas de custos do transporte urbano, os contratos de concessão para operação do serviço público de transporte coletivo urbano, o número de passageiros, os quilômetros rodados por cada veículo da frota e IPK (Indice de Passageiros por Quilômetros), a metodologia de cálculo tarifário, a legislação e os quilômetros executados por veículos. “Mostramos os insumos que impactam na composição da tarifa do transporte coletivo”, diz o presidente da AMTT, Eduardo Kalinoski. Segundo ele, as informações estão no Portal de forma clara, para que todos possam entender como é feito este cálculo. “Trabalhamos nesta ferramenta para que não hajam dúvidas sobre este processo. Queremos que, ao abrir o site, a pessoa veja a planilha e a compreenda”.
“O portal apenas traz informações sobre o sistema. No entanto, para os usuários, é preciso algum tipo de benefício. Os terminais precisam ser estruturados, precisamos de mais ônibus, é preciso a construção do terminal no Jardim Carvalho e no Santa Paula. A evolução tem que acontecer. Ponta Grossa tem mais de 330 mil habitantes. Há muitos núcleos que foram construídos e as pessoas precisam ser transportadas decentemente”, comenta Arichermes Ribas.





















