Região define estratégias de combate ao Aedes aegypti

Cerca de 100 pessoas entre prefeitos, secretários e lideranças comunitárias dos 12 municípios que compõem a 3ª Regional de Saúde marcaram presença na manhã de ontem em uma reunião que definiu as estratégias de combate ao Aedes aegypti. A atividade que ocorreu nas dependências do Serviço Social do Comércio (Sesc) foi um preparativo para a campanha “Hora H- Todos contra o mosquito da Dengue” que será realizada em todo o Paraná no próximo sábado.
Segundo a diretora da Regional, Scheila Mainardes, a intenção foi apresentar a proposta de mobilização para que todos os cidadãos vistoriem suas residências. “O objetivo da atividade é convocar todos os paranaenses a vistoriar casas e quintais simultaneamente, às 10 horas da manhã, com o objetivo de eliminar criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Essa questão é de responsabilidade de todos. Só o setor da Saúde não tem condições de fazer isso”, comenta. “Repassamos aos presentes um check list do que deve ser feito para que a ação surta o efeito desejado”, completa Scheila.
A preocupação com as doenças provocados pelo mosquito é tamanha, visto que onze municípios paranaenses já entraram em situação de epidemia. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, três em cada quatro cidades do Estado são consideradas infestadas pelo mosquito.
No Paraná, mais de 90% dos criadouros encontrados pelas equipes de saúde estão dentro de residências e quintais. O principal vilão é o lixo, mas todo objeto ou local que possam acumular água precisam ser verificados e eliminados. Por isso, a vistoria semanal é recomendada no combate aos focos do mosquito porque o ciclo de reprodução do Aedes aegypti, após a eclosão dos ovos, dura em média dez dias.
Locais com pouca visibilidade trazem grande preocupação
Muitos focos do mosquito são identificados em locais de pouca visibilidade, como em ocos de árvore, ralos, reservatórios de água de geladeiras e ares-condicionados e calhas, entre outros espaços. Sendo assim, a Secretaria estadual de Saúde sugere que a vistoria nos imóveis deve se tornar uma rotina. “Se cada um reservar pelo menos 15 minutos de sua semana para fazer este trabalho avançaremos no combate à dengue”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.





















