PG gerará novas oportunidades para constituição de empresas

Ponta Grossa fechou 2015 com mais de 33 mil empresas constituídas. Mas 2016 continuará sendo um ano com novas oportunidades para o empreendedorismo no município, segundo o presidente da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), Ardisson Naim Akel. O recente início de operação de grandes empresas e a construção de outras gerará grande potencial de negócios para diversos setores, não só para a constituição para a atração de outros empreendimentos.
Em entrevista ao Jornal da Manhã e Portal aRede, Akel reconhece que 2016 deverá ser um ano com recessão, mas a força industrial regional em crescimento gera uma cadeia de negócios. Nos dois últimos meses de 2015 entraram em operação a Ambev, o Madero e a GSS, enquanto que em 2016 a Mars Brasil começará a operar no município. “Essas empresas grandes têm o efeito que chamo de ‘planetário’, que cria uma série de satélites. Grandes empresas se instalando precisam de quem forneça alimentação, transporte, uniforme, partes, componentes, e em função disso se apresentam novas oportunidades”, informa. Além disso, outras empresas devem iniciar obras neste ano, como a Darnel, B.O. Packaging e Master Cargas. “Estamos aten-tos a isso e estamos prontos para ajudar”, completa.
Mesmo em um ano com retração econômica, mais de 3 mil empresas foram formadas no ano passado em Ponta Grossa. Houve um incremento de 10,67% no número de empresas ativas, segundo informações do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), divulgado pelo ‘Empresômetro’. No Paraná, o crescimento foi um pouco maior, de 12%. Para Akel esse crescimento está relacionado ao desemprego, que pode motivar as pessoas investirem “Ao invés de procurar emprego, essas pessoas usaram o dinheiro de rescisão para concretizar um sonho de ser seu próprio patrão. Uma construtora, por exemplo, fecha e quem perdeu o emprego cria empresa prestadora de serviços para reforma, eletricidade, serviços de encanamento. E o Paraná tem clima de apoio ao pequeno empresário”, diz.
Em relação a Ponta Grossa, o presidente da Jucepar destaca a presença de entidades como a Acipg e o ‘Sistema S’, que gera a qualificação necessária e apoiam o empreender. “O ponta-grossense, em geral é um empreendedor nato, com o espirito de valorizar muito suas iniciativas. Muita gente que acredita em si mesmo e acredita que pode fazer renda melhor com empreendedorismo do que cargos públicos, por exemplo”, conclui.
Formalização cultiva a competitividade industrial no Estado
O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, disse que a queda de emprego na indústria do Paraná é muito preocupante e que providências precisam ser tomadas para reverter este quadro. “O risco do desemprego é elevar os índices de informalidade”, alerta Campagnolo. E, segundo ele, a informalidade gera concorrência desleal, prejudicando a competitividade da indústria como um todo e a economia do país. “Além disso, o trabalho informal não resulta em arrecadação, o que contribui para agravar o rombo da previdência”, adverte.





















