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Unidade de carnes abrirá 200 novas vagas em 2016

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A indústria de carnes foi o segmento da indústria que mais gerou novas vagas de emprego em todo o Estado do Paraná no ano de 2015. De acordo com informações do Ministério do Trabalho e Emprego, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, 5.078 empregos foram gerados neste ramo no ano passado. Parte dessa contribuição foi da Região dos Campos Gerais: a Unidade Industrial de Carnes (UIC), construída pelas cooperativas Castrolanda, Capal e Frísia, em Castro, que entrou em operação em outubro do ano passado, foi responsável por 820 dessas vagas.

Para 2016 novos postos de trabalho devem ser gerados pela unidade que industrializa os produtos que levam a marca Alegra Foods. Ivonei Durigon, superintendente da UIC, lembra que no orçamento do projeto está a elevação da produção ainda neste ano, gerando a demanda de novas contratações. “No nosso ‘budget’ temos a projeção de sair das pouco mais de 800 pessoas para mil, ou pouco mais, ao final de 2016. Esse crescimento vai acontecer devido ao aumento do volume de produção carcaças e cortes a partir agosto”, informa. Apenas uma condição de mercado que eleve demais o preço de produção poderá impedir esse planejamento para este ano.

A elevação na produção, da atual média de 2,1 a 2,3 mil animais abatidos por dia, para 2,8 mil animais, ocorrerá devido a outro investimento fruto do cooperativismo, em Carambeí. “Será com a entrada de animais da Unidade de Produção de Leitões (UPL), que chegam a partir de agosto”, lembra. Com os novos animais, a produção mensal será elevada das atuais 4 mil toneladas por mês para 5 mil toneladas. Isso permitirá aumentar em 50% as exportações (de 1 mil toneladas para 1,5 mil toneladas) e expandir o volume de produtos industrializados (embutidos, salames, copa, presuntos, linguiça, entre outros) de 800 toneladas mensais para 1,8 mil toneladas.

Como se trata de uma expansão na produção e a unidade já possui essa capacidade instalada, neste ano não haverá um incremento no investimento, que foi de R$ 250 milhões na unidade.


Indústria terá 2 mil funcionários
Na UIC, a área produtiva é a que mais gerou vagas de emprego. Para Durigon, é a variedade nos processos que garante à indústria a geração de um número expressivo de empregos diretos – e sem falar nos indiretos. “A atividade de processamento dos alimentos, para fazer a elaboração de todos os cortes, embutidos; a necessidade de produtos, a área comercial, enfim, tudo gera a demanda. Assim, é uma das atividades que mais gera emprego no país”, esclarece. Para 2019, com o projeto de dobrar a produção (4,6 mil suínos abatidos por mês), o quadro de empregos diretos deve chegar a dois mil.

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