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Exportações de PG no ano batem R$ 4,54 bilhões

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Fernando Rogala

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Quatro empresas relacionadas ao setor do agronegócio, em especial à soja, lideram o ranking das empresas instaladas em Ponta Grossa que mais exportaram no ano de 2015. Nidera, Louis Dreyfus, Cargill e Bunge, juntas, exportaram mais de US$ 400 milhões (mais de R$ 1,6 bilhão) durante o ano passado. O valor exportado da soja e seus derivados corresponderam a US$ 809,2 milhões, ou seja, 70,4% do total de produtos enviados ao exterior. As informações foram obtidas junto à Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No total, 57 empresas instaladas no município realizaram negócios com outros países, número superior às 53 que exportaram em 2014. A maior parte delas, 34, exportou menos que US$ 1 milhão. Das 23 que exportaram mais de US$ 1 milhão, quatro comercializaram mais que US$ 100 milhões, quatro entre US$ 50 e US$ 100 milhões, três entre US$ 10 e US$ 50 milhões e quatro entre US$ 5 e US$ 10 milhões (o Ministério não divulga o valor exato exportado de cada uma, mas as inclui em seis faixas de valores entre abaixo de US$ 1 milhão e acima de US$ 100 milhões). Em 2014 foram 22 empresas (uma a menos) que comercializaram mais de US$ 1 milhão a outros países.

A Nidera Sementes, instalada no Distrito Industrial, às margens da BR-376, foi a líder do ranking municipal de exportações. A empresa manteve a liderança apresentada em 2014. Quem também repetiu a segunda posição foi a Louis Dreyfus Commodities (LDC). Mudança na terceira colocação, em que a Cargill superou a Bunge, e agora ocupam a terceira e quarta posições, respectivamente. Todas elas exportaram mais de US$ 100 milhões. A líder local, a Nidera, é a oitava no ranking estadual e a 114ª no Brasil. Já a Louis Dreyfus ocupa a 22ª posição estadual e a 215ª no ranking nacional.

Um dos destaques mais positivos no ranking deste ano foi a Tetra Pak. A empresa escalou da sétima posição, de uma exportação inferior a US$ 50 milhões, para a quinta, com mais de US$ 80 milhões em produtos exportados. Entre as 20 empresas que mais exportaram, há apenas uma novidade, a presença da Meridional TCS, do ramo oleaginoso (antiga Gama, localizada na PR-151), na 13ª colocação – em 2014 ela figurava na 36ª posição. Ela entrou no lugar da BRF, que caiu da 14ª posição em 2014 para a 32ª no ano passado. A BRF, aliás, que já liderou o ranking nacional, em 2012.

Outro destaque positivo foi a DAF, aparecendo como a melhor ‘estreante’ do ano. Sem exportar em 2014, apareceu na 22ª posição em 2015, quando enviou mais de US$ 1 milhão em produtos ao exterior.

A primeira empresa genuinamente ponta-grossense, com sede no município, a aparecer no ranking é a Águia Sistemas de Armazenagem, 14ª no ranking, cujas exportações foram superiores a US$ 5 milhões, seguida pela Agrocete Fertilizantes (15ª), que também comercializou mais de US$ 5 milhões para outros países.

Klabin é a segunda empresa que mais exporta na região

Em uma análise junto aos 27 municípios da região dos Campos Gerais, a Nidera mantém a liderança. Na segunda colocação aparece a empresa Klabin, com sede em Telêmaco Borba. No ranking estadual ela aparece na 16ª posição. As duas empresas mantiveram as mesmas posições no ranking regional em relação ao ano passado. Na sequência aprecem as empresas ponta-grossenses até a sétima colocação, ocupada pela Braspine, de Jaguariaíva. Na nona posição aparece a Naturalle (Castro) e a Braslumber (Telêmaco Borba). Todas elas exportaram mais de US$ 50 milhões. A Iguaçu, em Piraí do Sul, aparece na 13ª colocação regional. Entre as posições 18 e 24 aparecem empresas sediadas fora de Ponta Grossa: Compensados Sudati (Ventania), Cargill (Castro), Acome (Irati), Miraluz (Sengés), Nidera (Imbituva), Scancom (Telêmaco) e Castrolanda. Até a 23ª colocada as exportações foram superiores US$ 10 milhões.

Participação das commodities nas exportações cai

A participação das commodities no valor exportado caiu de 80,73% (mais de quatro quintos do total enviado ao exterior) para 74,27% (pouco menos de três quartos) – o que representa que, diante de uma estabilidade no valor exportado (US$ 1,15 bilhões exportados em 2015 contra US$ 1,18 bilhões exportados em 2014), a participação de produtos industrializados cresceu. Por outro lado a redução na participação das commodities não quer dizer que o total exportado caiu: houve um acréscimo de 23% no volume de commodities exportadas (1,94 milhões de toneladas em 2015 contra 1,57 em 2014), o que mostra que o valor total exportado caiu devido ao menor preço pago pelo mercado internacional pela soja e derivados.

Informações do Jornal da Manhã.

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