Novo teto para moradia em PG sobe a R$ 180 mil

O Governo Federal já apresentou o Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ Fase 3. Entretanto, faltam algumas regulamentações para a ‘faixa 1’ e a nova fase criada, a intermediária (a ‘faixa 1,5’, para pessoas com renda entre 1,8 mil a R$ 2,35 mil mensais), que devem ser publicadas no Diário Oficial neste primeiro trimestre, para que possa haver a habilitação dos projetos. Empreendimentos a partir do ‘faixa 2’, no entanto, já estão habilitados e já podem ser contratados. Uma das principais novidades é a elevação do teto para o valor dos imóveis, que em Ponta Grossa, por exemplo, passou a ser de R$ 180 mil – ante os R$ 145 mil permitidos anteriormente.
Dino Schrutt, presidente da Prolar e membro da Associação Brasileira de Cohabs e Companhias de Habitação (ABC), afirmou que a expectativa é de que essa regulamentação seja efetivada na última semana de fevereiro. Questionado sobre mudanças que essa nova fase trará para a Prolar, bem como sobre novos empreendimentos, Schrutt diz que prefere não se pronunciar, já que a regulamentação pode trazer alterações. Contudo, revela que para o faixa dois, para pessoas com renda mensal entre R$ 2,35 e R$ 3,6 mil, empreendimentos deverão ser contratados pela Prolar.
“Essa faixa já está rodando, já está trabalhando. Terão empreendimentos habilitados, que ainda serão divulgados”, informa, sem revelar mais detalhes.
Essas alterações também agradam as construtoras. Com a elevação do teto, novos empreendimentos podem ser incluídos no Programa. O gestor executivo de vendas da MRV Engenharia, Marcelo Alves, acredita que as novas regras favorecem os clientes. “A Caixa já liberou o simulador com as novas condições. O Parque Purunã, por exemplo (empreendimento da MRV em Uvaranas) já fazia parte do MCMV, mas as medidas ajudarão na comercialização, porque houve aumento no subsídio na composição familiar, que agora chega a R$ 22 mil, a antes era R$ 18 mil”, diz Alves.
Teto da renda sobe para R$ 6,5 mil
Inúmeras mudanças já foram confirmadas para a fase 3 do programa. Uma delas é a renda máxima mensal, que era de R$ 5 mil e agora é de R$ 6,5 mil. O faixa 1 (casas totalmente subsidiadas), cujo limite era de R$ 1,6 mil, agora é de R$ 1,8 mil – e a prestação mínima vai subir de R$ 25 para R$ 80. A faixa intermediária terá subsídio de até 45 mil, com a taxa de juros em 5% ao ano. Os juros da faixa 2 e 3 serão elevados em 1% – famílias com renda de até R$ 2,7 mil terão juros de 6% ao ano, e até R$ 3,6 mil, 7%; enquanto os enquadrados na faixa de maior renda, passa de 7,16% para 8% ao ano.





















