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Tarifa de ônibus pode ser superior a R$ 3,18, diz VCG

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O usuário do transporte coletivo de Ponta Grossa deverá pagar mais que R$ 3,18 na passagem durante 2016. Isso por que a estimativa da Autarquia Municipal de Trânsito (AMTT) divulgada na última terça-feira (19) não conta com o reajuste anual dos trabalhadores da Viação Campos Gerais (VCG). Com o aumento dos colaboradores e a nova “tarefa” da empresa de administrar a limpeza dos terminais de ônibus, a tarifa deve ficar, inevitavelmente, acima do previsto e sugerido pela AMTT.

O diretor da VCG e representante da empresa no Conselho Municipal de Transporte (CMT), Gelson Forlin, argumenta que o valor da tarifa é calculado pela AMTT com base na planilha de gastos. “A planilha é alimentada com os valores gastos pela empresa e comprovados pelos contadores. Com o aumento dos funcionários, inevitavelmente a planilha vai receber mais essa carga e ficar mais cara”, argumentou o gestor.

Segundo dados da Viação, o Índice de Passageiros por quilômetro (IPK) caiu em Ponta Grossa e apenas com essa mudança no sistema do transporte coletivo a tarifa subiria em dez centavos. O IPK reúne o número atual de passageiros que utilizam o transporte coletivo da cidade e em 2015 o número chegou a 1,747 – no ano anterior o valor era de 1,8128. O índice significa que a cada Km rodado pelos ônibus da VCG, 1,7 pessoa é transportada. O gerente da VCG aponta duas razões para a queda dos usuários.

Segundo Gelson, a primeira possível explicação é o desemprego em 2015 que chegou a 2,45% em Ponta Grossa e com isso menos pessoas andariam de ônibus na cidade. Segundo dados do Cadastrado Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem (21), Ponta Grossa fechou 2.126 postos de emprego apenas em 2015.

A outra explicação apontada por Gelson é a compra de veículos próprios pelos usuários do transporte coletivo – a facilidade no financiamento de carros e motos impulsionou o setor automobilístico na última década, segundo o gestor da VCG. Números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram uma queda de 22,5% na venda de veículos novos em Ponta Grossa.

A nova reunião do CMT acontece no próximo dia 2 de fevereiro e os conselheiros deverão sugerir o preço final da tarifa – esse novo valor já deve considerar o reajuste dos trabalhadores da empresa que entra em vigor no primeiro dia de fevereiro. Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas e Trocadores de Ponta Grossa (Sintropas), a categoria pede um ganho salarial real de 2 a 5% e um reajuste de 100% no vale-alimentação.

De acordo com o sindicalista, atualmente a VCG paga um dos menores valores de auxílio alimentação do Paraná – os colaboradores da Viação recebem R$ 230 destinados à alimentação e o sindicato quer chegar a R$ 400.


Empresa espera reajuste imediato
Após ser discutida com o CMT no próximo dia 2, a tarifa será enviada para o Poder Executivo de Ponta Grossa. Segundo Gelson, a expectativa da empresa é de que o reajuste seja implementado “imediatamente” pelo prefeito Marcelo Rangel (PPS). “Nós vamos passar a pagar a data-base dos trabalhadores já no primeiro dia de fevereiro, por isso esperamos que o valor seja reajustado como previsto em contrato”, contou o gestor.


Custo de limpeza
A nova planilha de custos do transporte coletivo em Ponta Grossa incluiu um aumento de R$ 60 mil. O valor é destinado à manutenção dos banheiros dos terminais de ônibus da cidade – até o final do ano passado a limpeza dos locais era executada pela Prefeitura Municipal. No inicio de 2016 a incumbência foi repassada pela empresa. Segundo a Prefeitura, o contrato prevê tal responsabilidade.

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