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PG tem o pior saldo de empregos em 13 anos

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Ponta Grossa iniciou 2015 com 87.114 trabalhadores no mercado formal com carteira assinada. Entretanto, após 12 meses, encerrou o ano com 84.988, em uma retração de 2,4% no estoque de empregados. Com o fechamento de 2.126 postos de trabalho, o município teve o pior desempenho desde o início da série histórica municipal divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (2003) – período desde o qual nunca havia encerrado com saldo negativo na geração de emprego. Antes, o pior desempenho foi a geração de 1.322 vagas em 2009. Os dados foram revelados ontem, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), realizado pelo MTE.

A queda foi bastante expressiva no mês de dezembro. Somente no último mês do ano foram fechadas 1.251 vagas no mercado formal. Ou seja: nem no acumulado de janeiro a novembro a soma chegou a esse valor. E cabe destacar que nessa contagem ainda não estão inclusos os mais de 200 trabalhadores da rede Walmart no município, que encerrou as atividades em duas unidades, cujas rescisões de contratos estão ocorrendo neste mês de janeiro.

“O segundo semestre foi muito ruim para todos os segmentos. O comércio e a indústria sentiram, e a industrialização depende do comércio. Mesmo colocando 2,6 mil trabalhadores no mercado pela Agência do Trabalhador durante o ano, foram abertas seis mil vagas, o que mostra que se tivéssemos pessoas qualificadas, esse Caged não seria negativo”, diz o secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional.

O setor que acumulou maior queda em 2015, entre os oito listados, aparece o comércio. Com retração acumulada nas vendas na casa de 5%, foram fechadas 1.214 vagas, sendo 244 somente no último mês do ano. A indústria aparece na sequência, com 693 vagas fechadas, seguida pela construção civil, com 499 encerradas.
Fábio Miquelão, diretor comercial da construtora Miquelão, relata que na empresa não houve demissões, mas notou um aumento de trabalhadores na busca de emprego. Segundo ele, a diminuição de recursos para o Minha Casa, Minha Vida refletiu em demissões. “Como não construímos com recursos dos bancos, mas próprios, e temos prazos de execução de 2 a 3 anos, mantemos o ritmo para quando a crise acabar termos produtos prontos”, diz.

Para 2016, Carbonar afirma que o foco será na qualificação para que haja maior preenchimento das vagas. “Estamos nos vacinando, incentivando a vinda de novos investimen-tos, o desenvolvimento do Parque Tecnológico, e incentivos na parte da construção civil por parte do governo para que haja a retomada”, completa.


Brasil perde mais de 1,5 milhão de vagas de emprego
Mesmo com o pior desempenho da série histórica, Ponta Grossa não foi a cidade com resultado mais negativo. Entre as quatro maiores cidades do interior, por exemplo, Londrina e Maringá fecharam mais vagas no ano, 2.900 e 3.172, respectivamente. A capital, Curitiba, fechou o ano com quase 32 mil postos de trabalhos fechados. No Paraná, o saldo foi de mais de 70 mil trabalhadores desempregados. Por outro lado, Telêmaco Borba, na região dos Campos Gerais, foi um dos poucos municípios que fechou com saldo positivo, com 483 inseridos. O Brasil registrou a perda de 1.542.371 postos de trabalho formal em 2015, representando queda de 3,74% em relação ao estoque.

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