Vendas de veículos têm queda de 22,6% em PG

A venda de automóveis apresentou uma queda de 22,6% em Ponta Grossa em 2015. Números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apontam que 6.853 automóveis foram emplacados no município no ano passado, valor que é 2.005 inferior aos 8.858 registrados em 2014. A queda foi pouco superior à média nacional, onde a baixa observada foi de 21,85% (3.982.816 unidades em 2015, ante as 5.096.207 em 2014).
Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a queda foi acentuada em função das crises econômica e política que o Brasil atravessa e que vêm comprometendo a oferta de crédito, níveis de emprego e renda e, fundamentalmente, os índices de confiança por parte dos investidores e consumidores. “Tivemos uma recuperação notável em dezembro, fruto de inúmeras promoções realizadas pelas marcas instaladas no país. No entanto, nem mesmo as ações promocionais conseguiram atenuar os impactos negativos da crise, que afeta empregos e, principalmente, a confiança de quem vive, investe e consome no país”, avalia. Em Ponta Grossa, a retração em dezembro foi de 28,8%.
A Cipauto, concessionária Chevrolet em Ponta Grossa, manteve a liderança de vendas no município. Entretanto, o gerente de vendas, Giancarlo Capri, reconhece essa queda em dois dígitos. “Não foi um ano fácil, foi árduo, de muito trabalho. Os bancos ficaram mais criteriosos nos financiamentos, houve uma qualificação melhor dos clientes, e a indecisão política no Brasil afetou”, declara. Em função disso, ele diz que houve um movimento interessante no mercado: da redução do financiamento. “Houve uma inversão no fim do ano. A maioria estava optando pelo pagamento à vista”, completa.
Na Ibrauto, concessionária Hyundai, o gerente de vendas Wiverson Gomes relata um desempenho pouco superior à média, com uma baixa de aproximadamente 15%. “Fomos uma das marcas que aumentou a participação nacional em 2015 no Brasil. Continuamos forte, principalmente com a linha HB20, que possui três versões, e tivemos um aumento no fluxo de loja de aproximadamente 30% com o ‘face-lift’ do modelo, o que mostra que a aceitação do produto é boa”, declara.
As previsões para 2016 não são animadoras. Tanto Gomes quanto Capri relatam que a perspectiva é de que as vendas não aumentem, mas se mantenham no mesmo patamar de 2015.





















