Vereadores querem tornam público documentos da VCG

O portal aRede e o Jornal da Manhã anunciaram ontem (20), em primeira mão, o possível valor do reajuste no transporte público de Ponta Grossa. A informação de que o valor da passagem pode chegar aos R$ 3,18 reacendeu o debate na Câmara Municipal e agora os vereadores querem “tornar públicos” os balancetes da Viação Campos Gerais (VCG). Os documentos foram entregues na última terça-feira (19) ao Conselho Municipal de Transporte (CMT) e estão disponíveis na sede da Secretaria de Planejamento no Palácio da Ronda.
No entanto, o acordo dos membros do CMT com a empresa rege que os documentos não sejam divulgados publicamente ou reproduzidos – os vereadores querem, justamente, ter acesso aos balancetes que ilustram o atual lucro da empresa. De acordo com Elmiro Bobeck, presidente do Conselho, os documentos podem ser manuseados pelos vereadores na sede da Prefeitura, mas não podem ser retirados do local. “O Conselho é formado por 15 membros e nós podemos nos organizar para ir até a Prefeitura e acompanhar os vereadores. No entanto, hoje o acordo que temos com a empresa é de não divulgar os balancetes”, explicou Bobeck.
O Ministério Público move na Justiça uma ação para obrigar a VCG a tornar público os balancetes – até o momento, a medida judicial não teve resultado definitivo.
No próximo dia 2, os conselheiros se reunirão com representantes da VCG e da Autarquia Municipal de Transito e Transporte (AMTT) para elaborar uma proposta final. O documento com o valor oficial será então encaminhado para a sanção do prefeito Marcelo Rangel (PPS). Em 2015, a inflação sobre o preço dos combustíveis atingiu 21,41% e seria a principal responsável pelo aumento considerável da tarifa do transporte público na cidade.
De acordo com o vereador Aguinel (Rede), membro da Comissão Especial de Investigação (CEI) do Transporte, além dos valores lucrados, também deverá haver debate sobre os custos previstos pela empresa em 2016. “A VCG aumentou em 60 mil o valor para custear a manutenção dos terminais de ônibus. Em 2015, a verba para isso foi de R$ 110 mil e agora chegou aos R$ 170 mil”, argumentou o vereador sobre a atual planilha de custos da VCG.
A CEI do Transporte é presida pelo vereador Romualdo Camargo (PSDC) e deve voltar a se reunir nos próximos dias. Romualdo, líder do governo na Casa, preferiu não se manifestar sobre o possível novo valor da passagem, mas ressaltou que o assunto interessa a CEI. “Se levarmos e conta o contrato, o reajuste é previsto e está dentro da lei. Mas vamos ter que analisar bem a planilha de custos da empresa para debater o assunto”, comentou Romualdo.
Reajuste salarial não está previsto
De acordo com Gerson Forlin, diretor da VCG e representante da empresa no Conselho, o reajuste de 11,5% no valor da passagem já prevê o aumento salarial para os funcionários da empresa. “No valor apresentado pela AMTT, não está incluso o aumento salarial dos funcionários da empresa que passa a figurar no dia 01 de fevereiro. Isso porque o índice para este reajuste ainda não está definido”, explicou Forlin. A data-base dos trabalhadores acontece no mês de fevereiro e o Sintropas, sindicato da categoria, já adiantou que pedirá 50% de reajuste do vale-alimentação dos colaboradores da VCG.
VCG não pretende liberar acesso dos seus balancetes
Através da assessoria de imprensa, a Viação Campos Gerais adiantou que não deve liberar o acesso dos vereadores aos balancetes sem a mediação dos membros do Conselho do Transporte da cidade. Os documentos mostram, por exemplo, a atual margem de lucro da empresa – o contrato que rege a concessão do serviço fixa a margem mínima de lucro da empresa em 5% do total dos valores que circulam no sistema. O reajuste anual na tarifa também consta na concessão.





















