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Prolar pretende retomar casas em situação irregular

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No início da tarde de ontem, pelo menos 25 mulheres, representando famílias que estão na fila da Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar) nos bairros de Uvaranas, Nova Rússia e Ronda, procuraram o presidente do órgão, Dino Schrutt, para expor problemas de abandono de moradias em alguns residenciais já entregues e má utilização das construções – algumas unidades são colocadas à venda e outras para aluguel nas redes sociais.

Uma dessas mulheres é Kelly Chris Bandacheviski, que atualmente vive em Uvaranas e, ironicamente, paga aluguel em um residencial do próprio programa “Minha Casa, Minha Vida”. “Eu tive que sair de uma área de risco. Sem ter para onde ir, encontrei essa casa. Pago R$ 350 de aluguel”, afirma. Analisando sua realidade, ela se diz injustiçada. “Nós sempre procuramos a Prolar e expomos nossa história. Muitas vezes nos humilhamos. Para que? Para darem a casa para quem não precisa?”, questiona.

Procurado, Schrutt explicou que a iniciativa do grupo é importante e de grande valia para o órgão. “Elas vieram até nós para tirar dúvidas sobre o que é ou não permitido em relação às casas. Isso é muito importante, pois além dos nossos fiscais, elas também terão mais conhecimento para repassar situações erradas que estejam acontecendo”, frisou Schrutt.

Um dos principais pontos tratados no encontro foi a possibilidade de retomada por parte da Prolar de casas que estejam abandonadas, sendo repassadas posteriormente para famílias que ainda permanecem na fila de espera. Schrutt explicou que já existe uma tramitação em relação a isso junto ao departamento de Quitação da Caixa Econômica Federal. “Temos pelo menos 100 processos nesse sentido. Nossa expectativa é de que essa tramitação dure mais uns 60 dias”, conta. “Concluída essa etapa, essas casas devem ser colocadas novamente a disposição das famílias que realmente precisam”, completa Schrutt.


Próximo residencial deverá ser entregue até o mês de maio
Segundo o cronograma da Prolar, o próximo residencial a ser entregue na cidade é o Buenos Aires, que vem sendo erguido nas proximidades do Bairro da Ronda. O contrato para a realização das obras juntamente com a Caixa Econômica Federal foi firmado em março de 2014. Ao todo, serão 404 novas moradias. O investimento chega a R$ 30 milhões e deverá atender a famílias da faixa I do programa “Minha Casa, Minha Vida”, com renda até R$ 1.600,00. A previsão de entrega é para final de abril e começo de maio.


Famílias enquadradas na faixa I lideram fila
De acordo com informações repassadas pelo presidente da Prolar, Dino Schrutt, atualmente são mais de 20 mil famílias na fila de espera por uma moradia em Ponta Grossa. A grande maioria está enquadrada na faixa I do programa federal “Minha Casa, Minha Vida”. “São famílias que possuem uma renda de até R$ 1.600,00. Nesta faixa são 15,8 mil famílias cadastradas”, explica. Em relação à faixa II (com renda de R$ 1.601,00 a R$ 3.275,00), ele conta que são mais sete mil cadastros.

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