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Liminar que impede obras na escarpa devoniana é suspensa

Um projeto da multinacional francesa Engiê prevê a instalação de 2 mil torres em uma linha de transmissão de mil quilômetros, cruzando os Campos Gerais e a Escarpa Devoniana. A área abriga espécies ameaçadas de extinção, como a araucária.

A Escarpa Devoniana, que está localizada na transição de relevo entre o primeiro e o segundo planalto, é chamada assim por causa das rochas de sustentação, que possuem idade devoniana - 400 milhões de anos.
A Escarpa Devoniana, que está localizada na transição de relevo entre o primeiro e o segundo planalto, é chamada assim por causa das rochas de sustentação, que possuem idade devoniana - 400 milhões de anos. -

Da Redação

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Um projeto da multinacional francesa Engiê prevê a instalação de 2 mil torres em uma linha de transmissão de mil quilômetros, cruzando os Campos Gerais e a Escarpa Devoniana. A área abriga espécies ameaçadas de extinção, como a araucária.

O ministro Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspendeu mais uma decisão liminar que paralisava as obras de linhas de transmissão de energia elétrica que passam pela Escarpa Devoniana, uma área de preservação ambiental que fica nos Campos Gerais do Paraná.

A decisão do ministro, de 24 de março, derrubou a liminar que suspendia as obras desde 16 de março por causa de um pedido do Ministério Público Federal e o do Paraná. Os governos estadual e federal que recorreram aos STJ.

Um projeto da multinacional francesa Engiê prevê a instalação de 2 mil torres em uma linha de transmissão de mil quilômetros, cruzando os Campos Gerais e a Escarpa Devoniana. A área abriga espécies ameaçadas de extinção, como a araucária.

Para o geólogo Gilson Burigo Guimarães, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), as obras podem causar prejuízos ao patrimônio natural da região. "Podemos comprometer tudo que está relacionado à operação natural de um sistema de cavernas, que tem a fauna que se abriga nesse local, a circulação de água. Esse é um tipo de prejuízo ecológico que não pode ser esquecido", afirma.

O MP-PR e o MPF afirmaram que vão recorrer da nova decisão do STJ. A reportagem do G1 tentou contato com a empresa Engiê, mas não houve retorno.

Com informações do G1.

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