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Militância será aposta dos partidos para as eleições

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André Packer

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As novas regras do Supremo Tribunal Federal (STF) para o financiamento das campanhas políticas deverá trazer mudanças significativas na disputa pelo Palácio da Ronda em 2016. Com a nova legislação que proíbe a doação de dinheiro empresarial para a organização das campanhas, os partidos apostarão nos filiados para fortalecer a disputa. Em 2012, os candidatos que concorreram ao Poder Executivo gastaram um total de R$ 4,6 milhões – deste montante, R$ 1,8 milhão saiu do bolso de pessoas jurídicas.

Em 2012, o maior gasto na disputa eleitoral em Ponta Grossa foi o do petista e ex-prefeito, Péricles de Mello, que chegou aos R$ 2,3 milhões aplicados na campanha. Com a nova legislação, o Partido dos Trabalhadores já se organiza para planejar a disputa eleitoral de outra maneira. De acordo com Edson Silva, presidente da legenda em Ponta Grossa, para 2016 o partido espera que a nova legislação torne as campanhas, efetivamente, mais baratas.

“Nós vamos organizar a campanha com as doações dos filiados e principalmente com o trabalho deles. Isso vai ser muito parecido com o começo da legenda e com o início da organização”, explicou Edson. Segundo o presidente do PT, atualmente a legenda tem cerca de 1500 filiados na cidade. Silva entende que as novas disputas eleitorais não terão a mesma estrutura de marketing e propaganda do que as eleições anteriores.

A opção de trabalhar mais com a militância partidária também é o caminho apontado pelo PSDB. Segundo João Carlos Gomes, presidente da legenda em PG e secretário Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, os tucanos estão atualizando a base de filiados do partido para a disputa desse ano. “O PSDB tem um número muito grande de filiados, mas nem todos participam efetivamente. Até março ou abril teremos um número exato de militantes”, explicou João Carlos.

Segundo o ex-reitor da UEPG, o PSDB estima cerca de mil filiados em Ponta Grossa. João Carlos ressaltou o papel que a Juventude do partido tem desempenhado – a ala jovem dos Tucanos, de acordo com Gomes, é uma das que mais cresce no Paraná e deve ser peça fundamental na disputa para 2016. “Estamos recebendo muitas filiações de jovens no partido. Nossa juventude é uma das mais organizadas e uma das que mais cresce no Paraná”, disse.

Assim como os tucanos e os petistas, o PPS, legenda do atual prefeito Marcelo Rangel, ressalta que vai respeitar “rigorosamente” as novas regras da legislação. Segundo o presidente do PPS na cidade, Leopoldo Cunha Neto, o partido tem um corpo técnico de contadores e advogados que auxiliará na captação de recursos. “Pra gente [partido], isso é positivo já que sempre tivemos dificuldades em encontrar apoiadores financeiros. Quanto mais barata a campanha, melhor para quem participa dela”, comentou Cunha.


Regras do financiamento eleitoral
Em 2016, os candidatos ao Palácio da Ronda poderão gastar no máximo R$ 1,1 milhão durante a primeira fase da campanha – o valor é 50% menor do maior orçamento despendido no último pleito municipal. Caso a disputa vá para o segundo turno, os prefeituráveis não poderão aplicar mais de R$ 347 mil. Já dipusta para vereador, o gasto máximo será de R$ 69 mil – o valor é referente a 70% do maior gasto da disputa de 2012 quando o vereador George de Oliveira (PMN) somou R$ 99 mil para se reeleger.


Redes sociais serão importantes para conquista de votos
As novas regras de financiamento obrigarão as campanhas a serem mais econômicas em Ponta Grossa. Com esse cenário, os partidos utilizarão novas ferramentas para se aproximar e do eleitor e conquistar votos. Entre as mudanças significativas está o uso das redes sociais: o TSE não considerará mais ilegal a manifestação dos pré-candidatos antes da oficialização da campanha.

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