Cimpor confirma fábrica de R$ 590 milhões em PG | aRede
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Cimpor confirma fábrica de R$ 590 milhões em PG

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André Packer

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Um investimento industrial, anunciado para o município de Ponta Grossa, está mantido, mas deverá, pelo menos por enquanto, continuar apenas nos planos de expansão do grupo Camargo Correa/Intercement para os próximos anos. A construção do ‘Projeto Cerrado Grande’, da empresa cimenteira Cimpor, que envolveria um aporte de R$ 590 milhões, no Distrito de Itaiacoca, está momentaneamente congelado. A informação foi confirmada pelo presidente da Cimpor, Ricardo Lima, em recente entrevista ao periódico ‘Valor Econômico’.

A alteração nos planos da empresa portuguesa teria ocorrido pelo cenário de retração da economia no Brasil. Com a redução no número de obras de construção civil, tanto no ramo imobiliário, quanto de infraestrutura, houve uma queda no consumo de cimento. Entre janeiro e setembro do ano passado, houve uma baixa de 15,8% nas vendas no país, e a participação do Brasil nos lucros da empresa caiu.

O reflexo de tudo isso foi uma ação incisiva de gestão de custos, para o ajuste de demanda. Com a retração, os projetos de expansão foram reavaliados, inclusive os já em implantação. Em nota ao Jornal da Manhã, a empresa confirmou a estratégia de ‘disciplina’. “A InterCement esclarece que dado o momento mais desafiador do país, todo e qualquer projeto de expansão de cimento entrou em avaliação, dentro da estratégia de disciplina de alocação de capital e ajuste à demanda local”, relata a nota. Sobre um cronograma de retomada para este investimento, não houve respostas da cimenteira.

O interesse em investir em Ponta Grossa foi anunciado pela Cimpor em 2011. Quando anunciado, a previsão é de que seja produzido 1,2 milhão de toneladas de cimento e gerados cerca de mil empregos diretos e indiretos. A capacidade de produção foi mantida para o projeto, mesmo após a aquisição da Cimpor por parte da Intercement, a qual se tornou sua maior acionista e, em 2012, adquiriu o controle total da empresa. O Secretário Municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonar, lamenta essa postergação do investimento. “Infelizmente o município perde com essa conjuntura nacional. As indústrias estão segurando investimentos e realinhado sua produção para passar por esse momento de crise”, diz.

Esse investimento em Ponta Grossa fazia parte de um ‘pacote’ com quatro anúncios, revelados em 2013, de novas indústrias no Brasil a serem realizados pela Intercement. Os outros investimentos seriam no Norte (Projeto Norte, que seria desenvolvido no estado do Amazonas ou Pará), no Nordeste (Projeto Caxitu, na Paraíba, que deverá ser concluído até 2018) e o Projeto Cezarina, em Goiás.
Cenário reduz interesse de indústrias
Com o desaquecimento e retração da economia nacional, Paulo Carbonar reconhece que há uma diminuição no interesse por novos investimentos. “Logicamente diminuiu a procura. Se tivéssemos na linha de crescimento nacional, se tivesse com boa certeza de crescimento, teria mais ofertas de indústrias. Mas vamos continuar trabalhado, mostrando que Ponta Grossa está em crescimento para que mais empresas tenham interesse”, atesta. Mesmo com o cenário de incertezas econômicas, de como reagirá a economia neste e no próximo ano, o secretário municipal afirma que o município segue em negociações avançadas com duas empresas. Caso elas sejam confirmadas, serão cerca de R$ 100 milhões aplicados em Ponta Grossa. “Continuamos trabalhando para que esses investimentos sejam consolidados”, completa Carbonar.

A Cimpor
A Cimpor pertence à Intercement, empresa brasileira de capital privado que é líder nos mercados de cimento de Portugal, Argentina, Moçambique e Cabo Verde, vice-líder nos mercados brasileiro e paraguaio. A Intercement, que é a divisão de cimento do grupo Camargo Corrêa, conta hoje com 40 fábricas de cimento e moagens espalhadas por oito países em três continentes.

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