Deputado Sandro Alex destaca trabalhos na Câmara | aRede
PUBLICIDADE

Deputado Sandro Alex destaca trabalhos na Câmara

Imagem ilustrativa da imagem Deputado Sandro Alex destaca trabalhos na Câmara
-

André Packer

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O deputado federal Sandro Alex, foi reeleito em 2014 para o segundo mandato na Câmara dos Deputados. Em 2015, Sandro participou de movimentações políticas importantes, entre elas o Conselho de Ética presidido por Eduardo Cunha (PMDB). Sandro conversou com a reportagem do Jornal da Manhã e ressaltou a postura contrária e de combate e um aumento na carga tributária.

aRede: Como você avalia o primeiro ano do seu segundo mandato?
Sandro Alex: Nós tivemos um primeiro ano desenvolvendo um trabalho como legislador e de muito acompanhamento por parte da sociedade. Eu estive em Brasília até a última semana de dezembro do ano passado e atuei em algumas áreas que tiveram muito envolvimento da sociedade. Fui vice-presidente do Conselho de Ética, órgão em que recaí todo o foco da corrupção e essa discussão deve crescer e se intensificar em 2016. Eu acompanhei casos intensos e para esse ano nós vamos nos debruçar sobre os processos que o procurador Rodrigo Janot vai disponibilizar. A sociedade vai acompanhar e os próprios políticos tem interesse, vamos ter que trabalhar com o regimento na mão e finalizar o processo com autoridade.

aRede: Você teve uma atuação importante na CPI dos Crimes Virtuais. Quais foram os avanços da Comissão?
Sandro: Eu fui o responsável pela principal denúncia da CPI dos Crimes Virtuais. A Polícia Federal (PF) já tirou alguns sites do ar que eram patrocinados pelo Governo Federal, agora a operação entra no entendimento de quem são os operadores desse esquema ilegal. Vamos nos esforçar ao máximo para acabar com esse tipo de financiamento.

aRede: O Governo Federal levará temas polêmicos à Câmara já na volta do recesso. Qual será seu posicionamento?
Sandro: Teremos matérias polemicas que irão ao Plenário e o Governo Federal não contará com meu voto para aumentar a carga tributária no Brasil. Além disso, vou trabalhar contra esse tipo de absurdo. Nós vamos ter uma disputa de plenário pesadíssima, isso por que o Ajuste Fiscal ainda está muito entrelaçado com operações e resultados da Lava Jato.

aRede: Qual a influência da Lava Jato no debate político?
Sandro: A Lava Jato pauta a opinião publica e pauta o plenário. O processo de impeachment depende diretamente desse processo e também dos resultados apresentados pela economia. Em 2015 o cenário político de denúncias envolveu operadores, doleiros e empresários e só no final do ano o processo começou a envolver políticos. Isso vai retornar com mais força a partir de agora e a situação passa a ser mais complexa.

aRede: Quais foram os resultados da sua representação que o senhor teve em Brasília?
Sandro: Do ponto de vista de representação, mesmo eu não sendo da base do Governo Federal, eu defendi os interesses de Ponta Grossa e das cidades da região dos Campos Gerais. Seja no sentido de necessidade de infraestrutura como aprovação de obras e também de repasses para setores estratégicos. Eu e minha equipe conseguimos um bom resultado.

aRede: Você é vice-presidente do Conselho de Ética da Câmara. Qual a principal desafio nesse cargo?
Sandro: O desafio é você ter independência em um Conselho que julga pares iguais. Eu não sou nem maior e em melhor, sou apenas um representante. Esse ano o foco ficou muito no presidente da Comissão [Eduardo Cunha], por isso fui a Procuradoria Geral da União para assegurar a independência do Conselho. Nossa preocupação é ter processo justo, correto e regimental, com o olhar na sociedade. Tenho em mente que não estou cumprindo obrigação só com o parlamento, mas também com a sociedade.

aRede: Entre a pauta ‘bomba’ para a retomada dos trabalhos, está inclusa a discussão sobre a CPMF. Qual será sua posição em relação ao tema?
Sandro: Já temos uma carga tributária pesadíssima, por isso sou totalmente contra a qualquer tipo de aumento, inclusive a CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira]. A arrecadação existe, mas a gente percebe que a corrupção é o câncer no sistema público. Quantos Ministérios foram cortados pelo Governo Federal? Ou eles foram só renomeados? Esses cortes não aconteceram. Nós estamos com dificuldades no sistema produtivo. E o cidadão sabe que é muito difícil conseguir manter as contas em dia, é só observar as notas fiscais e olhar a quantidade de impostos que pagamos.

aRede: Como você avalia uma possível aplicação da CPMF?
Sandro: A CPMF nunca foi e nunca será para a saúde, isso é uma mentira, é para cobrir o rombo da máquina pública e do buraco nas contas. Não votei e não votarei a favor da volta do imposto, que o Governo Federal não conte com o meu voto. Aliás, não vou votar a favor e também foi tentar emperrar a aprovação e trabalhar contra a volta da CPMF. O Governo que faça sua lição de casa e promova os cortes para que depois possamos discutir com a sociedade a retomada do crescimento.

aRede: Como você avalia o cenário para as eleições municipais em PG?
Sandro: Nós ainda temos meio ano de trabalho e a população vai fazer uma avaliação do trabalho e não é só do prefeito [Marcelo Rangel], mas de todos os atores políticos. Eu acho que essa avaliação vai ser feita sobre a ideia de trabalho apresentado até aqui, mas estou à disposição do meu grupo político. Temos até o mês de julho um investimento pesado em infraestrutura na cidade e isso faz parte do trabalho do atual governo municipal.

aRede: Como você avalia o governo atualmente?
Sandro: A primeira preocupação é finalizar o trabalho feito. Ainda não sei se o prefeito [Marcelo Rangel] se coloca como candidato a reeleição, mas se ele o fizer eu certamente vou apoiá-lo e defendê-lo, porque reconheço os avanços que fizemos em áreas importantes. A educação, por exemplo, saiu de uma escola integral para 40, além da implantação do Passe Livre. No caso da Saúde vale ressaltar a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santa Paula.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right