Plano Diretor vai regular novos empreendimentos em PG

O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan) vai propor a obrigatoriedade de “medidas compensatórias” para as empresas que construírem empreendimentos de grande porte na cidade. A medida será incluída na revisão do Plano Diretor do Município (PDM) que deve ser concluída até o final desse ano – a última revisão do PDM é de 2006.
De acordo com o diretor do Iplan, Paulo Barros, o Plano Diretor será discutido em uma série de cinco audiências públicas com a presença da comunidade – os encontros ainda não tem data definida. “Precisamos discutir a necessidade de uma contrapartida da iniciativa privada. Houve um grande avanço nos programas habitacionais da cidade e isso modificou a necessidade de serviços de infraestrutura básica, como o transporte público”, exemplifica Barros.
Segundo Paulo, existe uma urgência em planejar questões que envolvem a coleta de lixo, captação de água e outras medidas de infraestrutura básica. “Nossa ideia é exigir, de maneira mais prática a instalação de equipamentos de infraestrutura através de medidas compensatórias por parte das empresas. Entre essa medidas, obras de pavimentação, rede de drenagem e até certo pontos alguns equipamentos públicos, como prédios para abrigarem escolas e unidades de saúde, por exemplo”, comentou.
O bairro de Uvaranas é um dos exemplos de locais que tiveram um aumento populacional considerável com a instalação de conjuntos habitacionais, De acordo com dados da Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar), desde 2006 o bairro de Uvaranas recebeu cerca de duas mil famílias moradoras dos conjuntos habitacionais Londres, Panamá e das três unidades do Costa Rica.
Esse tipo de aumento causou mudanças no trânsito e também trouxe problemas ao setor. Paulo exemplificou a necessidade de vias de ligação entre os bairros e o centro da cidade, além de ‘gargalos’ criados com a concentração de grandes contingentes populacionais. “Pediremos estudos mais aprofundados sobre o transporte público e mobilidade urbana, além de questões como a oferta de educação básica e outros quesitos para pensar a cidade”, salientou Barros.
Para o presidente da Prolar em Ponta Grossa, Dino Schrutt, as medidas compensativas são decisões recentes do poder público no esforço de pensar e planejar a ocupação dos espaços. “Estamos trabalhando desde 2013 para implementar esse tipo de sugestão no planejamento da cidade. Além disso, os novos conjuntos habitacionais deverão ser menores e mais próximos da região central”, explicou o presidente da Prolar.
Revisão do PDM foi terceirizada
A Prefeitura da cidade está licitando a contratação de uma empresa responsável em auxiliar na elaboração do novo Plano Diretor. A licitação acontece no próximo dia 20 e oferece valor máximo de R$ 663 mil – a empresa vencedora terá um prazo de até 300 dias para finalizar a revisão do PDM. A terceirização parcial da revisão foi motivada pela estrutura insuficiente do Iplan e também pelo prazo curto para finalizar o projeto – a licitação prevê a contratação de uma empresa multidisciplinar.
Informações do Jornal da Manhã.





















