PGA quer renovar contrato do lixo com a Prefeitura até 2024

A empresa Ponta Grossa Ambiental (PGA) pretende renovar o contrato de prestação de serviço com a Prefeitura da cidade. Desde 2008, a PGA é a responsável pela coleta e destinação do lixo em Ponta Grossa. O ‘vínculo’ vence no próximo dia 29 de fevereiro e a atuação da empresa é investigada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da cidade.
Marcus Borsato, diretor da PGA, informou que a expectativa é de que o contrato seja renovado sem a abertura de novo processo licitatório. “A licitação foi feita para ter duração de oito anos com prorrogação de mais oito. Por isso, nossos investimentos também foram pensados e planejados nesse mesmo sentido. Além disso, jamais demos nenhum tipo de motivo para que a renovação não acontecesse”, opinou o diretor.
Já o secretário de Meio Ambiente, Valdenor Paulo do Nascimento, o Cenoura, foi mais ‘cauteloso’ ao falar sobre uma possível renovação. “Essa é uma decisão de Governo, muito mais tomada pelo prefeito [Marcelo Rangel] do que pela secretaria de Meio Ambiente”, despistou o secretário. Segundo Cenoura, até o final de janeiro a Secretaria de Meio Ambiente apresentará um “amplo levantamento” sobre a atuação da PGA.
Os serviços prestados pela PGA em Ponta Grossa também estão sendo analisados pela CPI – a partir de hoje (15), a Comissão tem apenas um mês para entregar o relatório final das investigações. De acordo com o vereador George de Oliveira (PMN), único representante da oposição na CPI, os trabalhos deverão ser concluídos sem prorrogação do prazo.
“O plenário aprovou que a CPI trabalhasse durante o recesso e estamos analisando toda a documentação. No entanto, existem algumas dúvidas sobre reajustes que achamos que foram exorbitantes”, explicou o vereador fazendo referência ao aumento do valor da taxa de lixo na cidade.
De acordo com George, atualmente a Prefeitura de Ponta Grossa acumula uma dívida de mais de R$ 12 milhões com a PGA – por política interna da empresa, Marcus preferiu não comentar os dados sobre o possível débito.
Entre as condições para a renovação do contrato até 2024 com a PGA, está a necessidade de que o serviço da empresa seja aprovado por 85% da população da cidade.
Renovação pode causar ‘crise’
Mesmo trabalhando durante o recesso parlamentar, George não refutou postergar o prazo final da CPI por mais 30 dias. “Se encontrarmos algo muito irregular ou algo que precise ser apreciado com mais calma, vamos pedir mais prazo”, disse. Caso a CPI se estenda por mais um mês, o vereador dá como certa a abertura de uma nova licitação do lixo na cidade. “O prefeito não poderia renovar o contrato com uma CPI investigando a atuação da empresa. Ele iria gerar uma grave crise”, disse o oposicionista.
Informações do Jornal da Manhã.





















