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Interrupção do transporte agrava crise na VCG

Lockdown causa prejuízo de R$ 2 milhões à VCG em apenas uma semana de atividades suspensas

Ônibus seguem parados até dia 29
Ônibus seguem parados até dia 29 -

Cintia Capri

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Lockdown causa prejuízo de R$ 2 milhões à VCG em apenas uma semana de atividades suspensas

Em 7 dias de lockdown, o prejuízo da Viação Campos Gerais (VCG) chegou a R$ 2 milhões. Essa é a informação repassada pela empresa que administra o transporte público coletivo em Ponta Grossa. Desde o dia 18, quando a Governo Municipal estabeleceu, por decreto, a suspensão da circulação do ônibus do transporte público, a VCG vem buscando soluções para conseguir honrar os compromissos. A segunda parcela dos salários dos 1.200 funcionários vence nesta quinta-feira (25).

Na tarde de quarta-feira (24) os diretores da VCG se reuniram com os secretários municipais, com o presidente da AMTT e com procurador do município, para apresentar novamente um quadro da situação da empresa. A principal questão levantada pelos diretores da empresa de transporte foi a possibilidade de extensão do decreto que suspendeu o serviço. Mas não houve nenhuma decisão a respeito das medidas que serão tomadas após o dia 29 de março.

Sobre a possibilidade de um apoio financeiro à VCG a prefeitura disse que não há previsão. “A Prefeitura de Ponta Grossa informa que mantém diálogo aberto com a concessionária de transporte coletivo e vem acompanhando a situação. Neste momento, não há previsão de nenhum tipo de subsídio à empresa, visto que os recursos financeiros estão sendo destinados prioritariamente para o enfrentamento da pandemia”, informou em nota.

Acordo

Nesta quarta-feira foi realizada a terceira audiência conciliatória entre representantes do Sindicato dos Motoristas, Cobradores e Trabalhadores em Empresas de Transportes Coletivos de Ponta Grossa e Região (Sintropas-PG) e da Viação dos Campos Gerais sobre o pagamento em duas parcelas dos salários dos trabalhadores. O Sindicato afirma que desde março de 2020 a VCG tem efetuado o pagamento em duas parcelas e que isso não consta no acordo novo coletivo.

Pela terceira vez não houve acordo. Segundo o presidente do Sindicato Luiz Carlos de Oliveira, a VCG não apresentou proposta e a sessão foi encerrada em poucos minutos, “Vamos aguardar a sentença da justiça sobre o assunto, mas a greve de segunda-feira, dia 29, me parece inevitável. Pois a empresa nos informou que não tem condições de fazer o pagamento dos salários vincendos dia 25 e os trabalhadores não irão trabalhar sem receber pelo serviço prestado no mês de fevereiro”, enfatizou Luiz. 

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