Criança com hidrocefalia expõe sofrimento de mãe
A vida dura dos moradores do recém-inaugurado Conjunto Costa Rica, na região de Uvaranas, em Ponta Grossa, não é motivo para renegar ajuda e atenção à dona de casa Rosilda Dias, 35, viúva por duas vezes e mãe de seis filhos – quatro dos quais sob sua responsabilidade. Uma página criada na rede social expõe à sociedade o drama da mulher. Uma das crianças dela, de apenas 1 ano e 7 meses, tem hidrocefalia e necessidade de cuidados especiais.
Assim como a grande maioria dos brasileiros, Rosilda luta contra injustiças sociais ao perceber a resistência e ineficiência do Estado em não proporcionar à criança um tratamento adequado. Sem recursos em Ponta Grossa, ela obriga-se a viajar duas ou três vezes ao mês, a Curitiba, para consultar a Sofia no Pequeno Príncipe. ‘Nem sempre consigo passagem e na maioria das vezes tiro dinheiro do nosso sustento para o deslocamento’, assinala.
Rosilda lamenta também da ingratidão do pai da criança. No oitavo mês de gestação, ele abandonou-a e nunca mais deu notícias. ‘Vivo apenas com R$ 700. O dinheiro não dá para quase nada. Além disso, eu não posso trabalhar porque a Sofia precisa de atenção em tempo integral. É muito complicada a minha situação’, conta. Até o ano passado a viúva morava atrás de um reciclado, na região do Núcleo Santa Paula, em uma área totalmente insalubre. Suas preces para uma conseguir uma casa melhor foram ouvidas. Ela está no Costa Rica desde o dia 5 de janeiro. ‘Quando cheguei aqui, não tinha nem um colchão para a gente dormir. Mas graças a solidariedade dos moradores, estou conseguindo muita coisa. Sou muita agradecida’, diz.
Rosilda entende que a situação é bem difícil para todos. Recessão, desemprego e muita roubalheira no poder público tiram o ânimo das pessoas. Todavia, ela espera contar com a ajuda da população para dar um tratamento mais digno à crianças e aos seus filhos. ‘Toda ajuda, como alimentos, fraldas e roupas, será muito bem-vinda’, assinala. A hidrocefalia é o acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano dentro do crânio, que leva ao inchaço cerebral. Esse tipo da doença ocorre quando há um bloqueio no sistema ventricular do cérebro, impedindo que o líquido cefalorraquidiano flua normalmente pelo cérebro e pela medula espinhal. Rosilda mora na quadra 28, lote 21.
As ruas do residencial ainda não ganharam nome. Essa é outra dificuldade enfrentada por todos os outros moradores. O telefone dela para receber ajuda e orientações em relação aos cuidados com a criança é o (42) 9981-0233.





















