VCG pede diálogo com a Prefeitura e diz estar no limite
Viação enviou comunicado aos funcionários expondo atual situação financeira e relatando falta de diálogo por parte do poder executivo

Viação enviou comunicado aos funcionários expondo atual situação financeira e relatando falta de diálogo por parte do poder executivo
A Viação Campos Gerais (VCG) informou aos seus colaboradores neste sábado (20) , por meio de nota oficial, que não têm condições de realizar o pagamento da segunda parcela dos salários na próxima quinta-feira (25). A empresa responsável pelo transporte coletivo municipal reforçou também que está buscando incansavelmente o diálogo com a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.
Segundo a VCG, “reiteramos a informação de que a empresa chegou ao seu limite e que neste cenário que nos encontramos, não teremos condições de realizar o pagamento da segunda parcela dos salários na próxima quinta-feira”, diz trecho da nota enviada aos colaboradores.
A empresa reforçou que está buscando realizar reuniões com a prefeitura, mas até o momento não obteve sucesso. “Temos buscado incansavelmente o diálogo com o Município. Desde terça temos pedido reuniões, e como não fomos atendidos, nossa diretoria esteve pessoalmente na Prefeitura no dia de ontem e não foi sequer recebida. Não há até o momento, qualquer diálogo em andamento com a Prefeitura”, complementa.
Por fim, a Viação Campos Gerais diz estar preocupada com a situação. “Ressaltamos nossa preocupação com a total falta de diálogo, haja vista as recentes recomendações do Tribunal de Contas do Estado de que a situação do transporte coletivo é de responsabilidade direta dos Municípios e que estes devem tomar medidas efetivas e urgentes para a resolução do problema”, finaliza a VCG.
Pós lockdown: possível greve no transporte coletivo de PG
O Sindicato dos Motoristas e Trocadores de Ponta Grossa (Sintropas) informou na última quarta-feira (17) que, se a categoria não receber pelos dias trabalhados, no dia 29 será deflagrada greve em Ponta Grossa.
De acordo com o presidente do Sintropas, Luizão, a entidade sindical foi surpreendida pela VCG, que comunicou a decisão através de um ofício. “O Sintropas entende como descaso da empresa e da Prefeitura, pois o poder público decretou a suspensão do serviço do transporte coletivo sem considerar o pagamento dos mais de 1.100 funcionários que a Viação possui. E a empresa já deveria ter se precavido e previsto o salário, que é referente ao mês anterior”, considerou.
Por meio do ofício, a empresa propôs ao sindicato férias aos colaboradores nos 10 dias, em que o serviço do transporte ficará suspenso em razão do lockdown. Outra alternativa apresentada foi a compensação da jornada, através do banco de horas, ou ainda que os dias não trabalhadores fossem pagos posteriormente.
“Não aceitamos nenhuma das propostas, pois os colaboradores estão disponíveis para exercerem suas funções. A categoria não tem culpa se os ônibus não vão rodar por conta do decreto. Já não basta os funcionários estarem recebendo pagamento contra vontade em duas parcelas”, destacou.
O presidente da entidade frisou que há um indicativo de greve vigorando no município, conforme aprovado durante a assembleia realizada no dia 28 de janeiro. “Não precisamos fazer nova assembleia. Ou recebemos tudo o que temos direito ou não trabalhamos”, reforçou Luizão.
O Sintropas encaminhou, na tarde do dia (17), ofício à VCG e à Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes informando sobre a greve.





















