Lideranças exigem ações para proteger população

O crescimento de roubos e furtos nos bairros de Ponta Grossa levou lideranças da cidade a discutirem possíveis caminhos para a situação. O vereador George de Oliveira (PMN) propõe o retorno de bases fixas da Polícia Militar (PM) e da Guarda Municipal (GM) nos bairros da cidade. Até 2010, a PM chegou a ter cinco unidades fixas em diferentes bairros. A instalação desse tipo de posto avançado reduziria, segundo o vereador, a sensação de “insegurança” da população.
Segundo os próprios dados da Polícia Militar, nos 12 dias de janeiro de 2016 foram registrados 39 crimes de roubo e furto na cidade. O levantamento feito pela reportagem mostrou que 30 dessas ocorrências (76,92% do total) aconteceram em regiões periféricas do município. Para George, o atual modelo de segurança privilegia as áreas centrais, em detrimento da periferia.
“Boa parte da população se sente insegura. Eu não considero que o policiamento e patrulhamento feito apenas em viaturas seja eficiente. Hoje boa parte dos efetivos está ‘enquartelada’ e longe da população”, criticou Oliveira. George salientou que há alguns anos, a Polícia Militar tinha pelo menos cinco bases fixas na cidade, entre elas unidades no bairro 31 de Março, Jardim Estrela e Nova Rússia.
Para os responsáveis pela segurança pública no município, o retorno de bases fixas da Guarda Municipal ou da Polícia Militar nos bairros representa um retrocesso. O capitão da PM, Jonatas Schülle, entende que os módulos móveis são mais eficientes no atendimento prestado à comunidade. “Nós podemos deslocar o patrulhamento para os locais mais violentos de acordo com as estatísticas. Com unidades fixas, a criminalidade muda de lugar e a segurança não. Ficamos presos”, argumentou Schülle.
Schülle explicou que atualmente a Polícia Militar possui dois módulos móveis em Ponta Grossa. Cada unidade móvel conta com uma viatura e duas motocicletas e tem escalas alternadas atuando em locais com maior índice de violência. Para o secretário de Cidadania e Segurança Pública de Ponta Grossa, Ary Lovato, a instalação de módulos fixos é um processo antiquado.
“Colocar bases fixas no bairro é algo arcaico em termos de segurança pública. Isso é fazer um pequeno quartel no interior da cidade, mas não garante segurança”, pontuou o secretário.
Lovato também ressaltou que boa parte do efetivo da Guarda Municipal está nas ruas. “Se criássemos bases ficas, perderíamos boa parte do efetivo que está nas ruas. Esses guardas ficariam cuidando dos módulos e não da população”, argumentou Ary.
Vereador trouxe ideia do Rio
George visitou Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro e trouxe de lá a ideia. No caso do RJ, as unidades oram instaladas em áreas que antes eram controladas pelo tráfico de drogas. “Lá eu ouvi de especialistas em segurança que o melhor caminho é aproximar a população dos policiais e guardas”, contou.
A visão do parlamentar foi questionada por Ary Lovato. O secretário ressaltou que as UPPs tratam de uma situação diferente. “No caso de instalar postos avançados, os guardas vão ter que cuidar da base em si e não da população. No RJ, os territórios eram ocupados pelo tráfico e a situação era muito diferente”, disse Ary.
Conseg aposta em policiamento móvel para diminuir crimes
Jane Villaqua, presidente do Conselho Comunitário de Segurança de PG, enxerga nos módulos móveis o caminho avançar no setor. Segundo a presidente, as bases fixas tem um ônus muito grande para o poder público. “Os serviços de segurança pública têm investido na mobilidade. O policiamento fixo em bases gera um alto custo e tem sido deixado de lado há anos. Acho que temos que investir mais nos módulos móveis”, comentou Jane.
Informações do Jornal da Manhã.





















