Homem vai a júri por atropelar e tentar matar mulher
José Carlos Rocha Junior foi denunciado pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, furto e fraude processual

José Carlos Rocha Junior foi denunciado pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, furto e fraude processual
Será julgado pelo Tribunal do Júri de Ponta Grossa, na próxima quinta-feira (11), a partir das 8h30 horas, José Carlos Rocha Junior, que foi denunciado pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, furto e fraude processual, praticado contra uma mulher.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, no dia 22 de maio de 2020, por volta de 8h00min, na via pública denominada Rua Watt, Colônia Dona Luíza, neste Município de Ponta Grossa, o denunciado José Carlos conduziu o veículo automotor Fiat/Uno, de placas CYP 5952, com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool e da droga popularmente conhecida como cocaína e tentou matar a vítima, atropelando-a com o veículo enforcando-a e desferindo-lhe golpes contra a sua cabeça, causando-lhe lesões corporais.
O acusado não consumou o objetivo de matar a vítima em virtude de circunstância alheia à sua vontade, correspondente ao fato de achar que ela havia morrido quando desmaiou e por ter recebido pronto atendimento médico após recuperar sua consciência.
“O crime foi cometido por motivo torpe, pois José Carlos cometeu a tentativa de homicídio devido à vítima, momentos antes das agressões, ter ignorado sua provocação, assediando-a sexualmente. A tentativa de homicídio foi praticada mediante recurso que dificultou a defesa da ofendida, pois o denunciado atropelou a vítima com seu veículo de inopino enquanto essa andava a pé, em direção a seu trabalho, quando foi surpreendida pelo atropelamento”, assinala o advogado Gustavo Madureira.
Além disso, o crime foi praticado com a utilização de meio cruel, pois o denunciado além de atropelar a vítima, desferiu diversos golpes contra a cabeça da vítima e a enforcou até que essa desmaiasse, tratando-se de modo de execução excessivo e desnecessário, o qual causou dor e sofrimento exacerbados à vítima. Ademais, o crime foi cometido contra a mulher por menosprezo à condição de mulher, pois o denunciado cometeu o crime após ter tentado assediar a vítima enquanto conduzia seu veículo, que ignorou o assédio.
O acusado José Carlos ainda responde por ter furtado a bolsa da vítima, cartão de crédito e a quantia de R$ 100,00 (cem reais) em espécie, e por fraude processual por que logo após esses fatos, numa borracharia, inovou artificiosamente o estado do veículo automotor lavando esse para retirar as manchas de sangue da vítima do veículo com o fim de induzir o perito a erro.
O advogado Gustavo Madureira, que representa a vítima, informou que a jovem, após ser atropelada propositalmente pelo réu por que não aceitou sua proposta sexual, "foi espancada inescrupulosamente pelo acusado com um pedaço de madeira até desmaiar ficando com seu rosto completamente desfigurado". Ainda não satisfeito o réu enforcou a vítima e depois a jogou no mato, como muitas escoriações e com joelho quebrado, achando que a mesma estava morta.
Madureira disse que a "vítima é um exemplo de coragem e determinação, pois após sofrer todo o tipo de selvageria praticada pelo réu, conseguiu mesmo com o joelho quebrado rastejar saindo do matagal e pedir ajuda".
O julgamento será presidido pelo Juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt, representando o Ministério Público o promotor de Justiça Rafael de Sampaio Cavichioli, tendo como assistentes de acusação os advogados Gustavo Madureira e Fernando Madureira. O Portal aRede não conseguiu contato com o defensor do acusado.





















