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Radar ‘placebo’ fiscaliza rua no bairro Cará-Cará

Imagem ilustrativa da imagem Radar ‘placebo’ fiscaliza rua no bairro Cará-Cará
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Daniel Petroski

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Não é preciso esperar muito. Quinze minutos parado próximo a um radar instalado na Rua Saul Moreira Macedo, no bairro Cará-Cará, em Ponta Grossa, já é tempo suficiente para perceber que nem o equipamento, muito menos as placas de fiscalização eletrônica de 40 Km/h, intimidam os motoristas. Muitos passam bem acima do limite de velocidade. Outros até olham para o redutor, fazem um sinal negativo com a cabeça e riem.

No caminho até encontrar o equipamento, a equipe do Jornal da Manhã foi acumulando informações semelhantes. “Estão querendo saber onde fica o radar que não funciona?”, disse uma senhora que carregava algumas sacolas de compras. “Sobe mais uma rua. Lá vocês já vão ver aquele radar velho que não funciona”, disse outro senhor que estava sentado em uma mercearia.

Segundo Lucilene Aparecida Silva que mora quase em frente ao local onde o equipamento está, toda a polêmica começou há cerca de um mês. “Nós sempre reivindicamos um redutor de velocidade aqui. Mas queríamos um que funcionasse. Não esse de ‘mentirinha’”, comentou. Com um buraco onde supostamente deveria estar à câmera e sem os sensores terrestres para captar a movimentação dos veículos, ela fala que o radar está ali apenas como uma peça decorativa.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, o diretor da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT), Samuel Turek, afirma que o equipamento foi instalado com efeito placebo. “Ele trabalha com a ideia de redução de velocidade. Toda a área é sinalizada e pintada de acordo com o funcionamento de radares, porém nesse caso para conscientizar a população que frequenta a via”, segue o texto.

Apesar dessa boa intenção, o que Lucilene quer é que a velocidade na via seja respeitada, aumentando a segurança de sua família. “Acho que isso só vai ser possível se o equipamento multar mesmo”, finalizou.

Moradores já criaram equipamento com o uso de CPU e CD

E parece que a criatividade em relação aos redutores de velocidades em Ponta Grossa não tem limites. Em novembro de 2013, o JM publicou uma reportagem sobre a instalação de um falso radar, feito a partir de uma CPU (unidade central de processamento de computador) e um CD. O “equipamento” foi colocado na Rua Rio de Janeiro, na Nova Rússia. Na época, a intenção foi chamar a atenção dos órgãos competentes para o abuso de velocidade cometido por alguns motoristas que circulavam pelo local. Dias depois da publicação, o suposto radar foi retirado da via.

Informações do Jornal da Manhã.

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