Ano inicia com protestos em frente de indústrias

O ano de 2016 teve início com protestos e mobilizações em frente de algumas empresas no município de Ponta Grossa, de diferentes ramos de atividade. Todas elas relacionadas à questão salarial, mas com focos distintos. As manifestações ocorreram em frente às indústrias da BRF, Insol e Pontasul.
No caso da BRF a manifestação ocorre pela campanha salarial. A empresa e o sindicato representativo da categoria ainda não chegaram a um acordo quanto ao reajuste e, nesta segunda, representantes do sindicato na região (Stimlaca) coletavam assinaturas de funcionários para a retirada do indicativo de greve. O presidente do sindicato, Luis Santos, relatou que hoje, em Curitiba, haverá uma rodada de negociações e se a proposta não agradar, a greve pode ser deflagrada ainda nesta semana. Em nota, a BRF informou que “as negociações relativas ao reajuste anual dos colaboradores das unidades do Paraná tiveram início no dia 16 de dezembro de 2015, quando a BRF apresentou uma proposta para avaliação pelos Sindicatos. As negociações terão continuidade nas próximas semanas, sendo expectativa da BRF concluí-las durante este mês de janeiro de 2016”.
Com as atividades interrompidas em agosto, os trabalhadores da Insol, empresa moageira, estavam recebendo pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT. Entretanto, com o fim do benefício, e a empresa ainda fechada, os trabalhadores fizeram uma mobilização na manhã de ontem. Segundo o presidente do sindicato da categoria (Sindibeb), Jorge Pitela, a empresa se comprometeu a dar uma resposta aos trabalhadores no dia 15 de janeiro. “Nessa mobilização, na manhã de hoje, foi montada a comissão de trabalhadores, que vão acompanhar o desenrolar das negociações com a empresa. A Insol solicitou o prazo até dia 15 de janeiro, quando vai fazer uma reunião com sindicato e esses trabalhadores para que haja a definição para ver que rumo será tomado”, diz.
Em relação à Pontasul, empresa metalúrgica, trabalhadores realizaram uma manifestação em cobrança do 13º salário, que ainda não foi pago. A diretoria Pontasul entrou em contato com o Jornal da Manhã, ressaltou a idoneidade da empresa, e informou que essa situação ocorreu devido à crise econômica, que impediu a quitação da bonificação, e que irá pagar, de imediato, a primeira parcela. A segunda deverá ser acertada até o final de janeiro. Atualmente, a Pontasul possui 32 funcionários, mas, para acertar as finanças, irá fazer um ajuste no quadro de funcionários, para enxugar os custos, devendo demitir quatro pessoas.
Ações pautam outros municípios
Há mobilizações da Insol e da BRF, também, em outros municípios. No caso da Insol, a unidade de Maringá, onde possui 65 trabalhadores, está parada neste mesmo período, mas, segundo Pitela, a situação é mais grave, já que os trabalhadores não receberam através do FAT. No caso da BRF, há mobilizações também em outras unidades, segundo Santos, como Francisco Beltrão, Paranaguá, Toledo, Dois Vizinhos e Carambeí. No estado, há cerca de 15 mil trabalhadores da BRF.
Informações do Jornal da Manhã.





















