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Membros da CPP se reúnem e notificam vereador Valtão

Membros da Comissão Parlamentar Processante se reúnem nesta tarde para dar início ao andamento do processo contra vereador do PRTB

Defesa do vereador acredita que não há indícios de quebra de decoro parlamentar e rechaça cassação
Defesa do vereador acredita que não há indícios de quebra de decoro parlamentar e rechaça cassação -

Da Redação

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Membros da Comissão Parlamentar Processante se reúnem nesta tarde para dar início ao andamento do processo contra vereador do PRTB

O vereador Walter José de Souza, o Valtão (PRTB), deve ser notificado nas próximas horas sobre a abertura de uma Comissão Parlamentar Processante (CPP) que vai apurar se ele praticou quebra de decoro parlamentar. Em prisão domiciliar, ele é acusado de corrupção e de aceitar propina para elaboração do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Estar Digital e foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Paraná (MPPR) durante a Operação Saturno, em dezembro de 2020.

De acordo com o vereador Izaias Salustiano (PSB), sorteador como relator da CPP, os três membros da Comissão se reuniram na tarde desta terça-feira (16) para dar início aos trabalhos. “Além de elaborar a notificação para o vereador Valtão, também vamos fazer o requerimento para a presidência da Casa no sentido de já designar estrutura de pessoal para o acompanhamento jurídico, com o advogado da Casa, e disponibilizar recursos para termos condições de trabalho”, pontua.

A CPP tem até 90 dias para entregar o relatório indicando se houve ou não quebra de decoro por parte de Valtão, mas Salustiano acredita não será preciso tanto tempo. “Salvo algum entrave no fornecimento das informações requeridas, o que não acredito que ocorrerá, teremos condições de finalizar o trabalho antes do prazo”, sinaliza. Com o relatório finalizado, a CPP apresenta o documento à presidência da Casa, que agendará uma sessão especial para a votação do relatório.

“É importante lembrar que o julgamento político não está vinculado à ação penal”, reforça Salustiano. Isso significa que a CPP não tem qualquer relação com o processo criminal que corre na Justiça comum. “Estando presente os indícios que a gente entenda que caracterize a quebra de decoro, o relatório será no sentido de cassar o mandato, mas não há qualquer relação com a prisão do vereador”, exemplifica o relator da CPP.

Na relatoria da Comissão, Salustiano preferiu não se posicionar sobre a situação de Valtão porque ainda não teve acesso a toda a documentação do processo. “Penso que seria coerente aguardar o trabalho da CPP para dar uma opinião nesse sentido, não gosto de fazer juízo de valor porque temos que aceitar o contraditório e a ampla defesa”, sinaliza. Salustiano também garante que os trabalhos serão desempenhados “para dar maior transparência possível ao trabalho, também vamos passar todas as informações para a imprensa porque a sociedade precisa saber como serão conduzidos os trabalhos”, complementa.

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