‘Plano Diretor é o maior legado a PG’, diz Marcelo

Entrando no quarto ano de mandato, o prefeito Marcelo Rangel (PPS) fez um balanço da sua gestão e elencou a elaboração do Plano Diretor do Município (PDM) como o maior legado do seu governo. Em entrevista ao Jornal da Manhã, Rangel antecipou as diretrizes do PDM, que deve ser apresentado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento (Iplan) de Ponta Grossa no segundo semestre de 2016. Segundo o prefeito, o projeto vai favorecer a verticalização da cidade para melhorar a mobilidade urbana e evitar o aumento das regiões periféricas. Sobre as obras de 2016, Rangel pontuou o Lago de Olarias e garantiu o início do Parque Central, já licitado pela Prefeitura, no primeiro semestre.
Jornal da Manhã: Concluindo o terceiro ano de mandato, qual é a avaliação que o senhor faz da sua gestão?
Marcelo Rangel: Eu acredito que a melhor avaliação é feita pela população porque, no meu conceito, é a população que precisa avaliar as transformações que estão acontecendo no dia a dia da cidade. Mas eu posso dizer que estamos num bom caminho a ser seguido, que é o caminho do planejamento futuro na nossa cidade, através de um bom plano de educação, de planejamento em saúde, de investimentos em infraestrutura, qualificação de mão de obra, atração de novas indústrias, atração de investimentos em várias áreas, ou seja, a nossa cidade está passando por toda esta crise institucionalizada no nosso país com disposição de enfrentar os obstáculos e superá-los. Eu acho que esta é a nossa linha de governo, de seriedade no trato da coisa pública e, acima de tudo, de enfrentar a maior crise já estabelecida no nosso país em toda a nossa história.
JM: No início do seu mandato, o senhor apontou um caos nas contas públicas da Prefeitura, com ‘heranças malditas’ deixadas pelas gestões passadas, e decretou moratória. Como estão as finanças da Prefeitura hoje?
Rangel: O nosso país está passando por estas dificuldades econômicas que atingem todos os empresários, todas as indústrias, todos os cidadãos, todos os trabalhadores e, é claro, as prefeituras. No momento em que os repasses do Governo Federal diminuem, que as projeções da nossa economia não são positivas, que se cai a arrecadação e o consumo, também as projeções para os municípios são ruins. Existem dificuldades em todas as prefeituras de todo o Brasil. Gostaríamos de chegar ao final de 2015 com um potencial de investimento muito maior do que imaginávamos no início do ano. As projeções de 2014 eram otimistas e ninguém imaginava que as dificuldades chegassem a este ponto. Mas nós temos, também, planejamento estratégico para 2016, para que investimentos importantes em diversas áreas aconteçam.
JM: Quais serão os investimentos para 2016?
Rangel: Vamos continuar nosso planejamento através das escolas integrais, que é uma bandeira do nosso governo, seguir com o plano estratégico da saúde, focando na atenção básica. O nosso plano é muito elaborado com planejamento estratégico. Como teremos um ano 2016 com dificuldades ainda na esfera econômica, nós estamos com o pé no chão. Nós queremos que Ponta Grossa avance em diversas áreas da nossa gestão ainda em 2016, com responsabilidade absoluta em se manter um gasto público controlável e cumprindo as nossas responsabilidades com nossos fornecedores e com a população.
JM: Os projetos do Parque Central, anunciados no ano passado, e o primeiro lago do Parque de Olarias serão executados já no início de 2016?
Rangel: Acredito que em 2016 teremos um ano definitivo para que a gente possa entregar uma boa parte do nosso lago. Em relação ao Parque Ambiental, já conseguimos fazer o projeto, foi licitado e já está apresentado, um projeto de mais de R$ 1 mi que já está à disposição e, agora, está com os procedimentos para que os recursos venham do Paranacidade, para que as obras sejam iniciadas. A outra área que vai ser iniciada já no início do ano é a Estação Saudade, com aquele plano que fizemos junto à Federação do Comércio do Paraná (Fecomercio). Ela também faz parte do plano do Parque Ambiental, junto com as ciclovias, que estarão sendo iniciadas em 2016, um ano que será dedicado a estas estruturas no Parque.
JM: O Plano Diretor do Município (PDM) também será concluído neste ano que começa?
Rangel: O PDM é o maior legado que uma administração pode deixar para uma cidade, porque se trata de planejamento para 10, 20 ou 30 anos. Nós sempre tivemos problemas com relação ao planejamento, desde o início da nossa cidade, e este é um problema crônico que se estende por muitas gestões. Com a consolidação do Iplan, que foi reativado na nossa gestão, e com a preparação desta licitação para acompanhamento do plano, acredito que teremos um 2016 de muita discussão sobre o futuro de Ponta Grossa.
JM: E o que o novo Plano Diretor deve trazer de novidade para o município?
Rangel: Nós precisamos ter uma cidade mais planejada, mais verticalizada, com limitações de extensão. A nossa cidade hoje é a mais extensa do ponto de vista de perímetro urbano. Nós vamos trabalhar muito com esta questão da verticalização, porque para uma administração isso acaba se tornando algo mais positivo e mais moderno.
PDM
O Estatuto das Cidades exige que, a cada dez anos, o Plano Diretor do Município (PDM) seja revisto pelas prefeituras. Em Ponta Grossa, o último plano foi elaborado e aprovado em 2006. Entretanto, uma série de leis complementares ao PDM ainda não foram sancionadas. O novo plano deve organizar a cidade e planejar o crescimento do município, através de normas sobre a construção civil e redivisão do zoneamento. O plano inclui, ainda, a mobilidade urbana de Ponta Grossa.
Informações do Jornal da Manhã.





















