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Lojas têm um dos piores natais dos últimos anos

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Fernando Rogala

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O otimismo dos comerciantes ponta-grossenses nos últimos dias não foi suficiente para estimular a compra por parte dos consumidores nos últimos dias que antecederam o Natal, e o volume de vendas, na média, não superou o registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho local não fugiu à regra nacional: o indicador do SPC Brasil indica segundo ano de queda nas vendas; o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio apontou uma queda de 6,4% nas vendas – o pior desde 2003; e as projeções da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio) indicam que as vendas em dezembro devem ter um resultado 12% inferior ao do mesmo mês do ano passado.

“Este ano de 2015 ficou negativo em relação a 2014. De fato, confirma o que a CNDL registrou nacionalmente, de que 2015 foi um dos piores Natais dos últimos 10 anos. Poucos segmentos do varejo, na pior das hipóteses, empataram com 2014”, declara Nilton Fior, presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa. Segundo ele, alguns setores, como brinquedos podem até ter fechado positivo, mas que os com maior valor agregado (como eletrodomésticos, joalherias), não tiveram um bom desempenho. “Houve preferencia por produtos de menor valor, em função de fatores que assustam, além de algumas inciativas inéditas, como os boletos de IPVA já mandados, e IPTU”, diz.

Segundo ele, alguns fatores atrapalharam, como a falta de controle da inflação, que encareceu as prestações e os produtos, e o receio do desemprego. Outros, porém, contribuíram com que as vendas não fossem ainda piores. A iluminação natalina e o clima foram fatores positivos, bem como o décimo terceiro salário antecipado. “A campanha do comércio, que vai sortear três carros, também contribuiu; pudemos ver o interesse dos consumidores na troca dos cupons”, relata.

Sandra Sallum, sócio-proprietária de uma rede de lojas de roupas, calçados, confecções e artigos esportivos na cidade, reconhece que as vendas foram um pouco abaixo do esperado. “A Maxi Esportes foi bem, devido aos processos de mudanças que a gente fez. Teve loja que subiu as vendas, mas outras que permaneceram no mesmo patamar. O volume de vendas empatou com o ano passado”.

Lojas realizam trocas e promoções

Com o dia posterior ao Natal caindo no sábado, muitos consumidores não realizaram as trocas no fim de semana prolongado, deixando essa ação para ontem. Assim, muitas lojas registraram grande movimento na parte da manhã para fazer as trocas. Foi a oportunidade, também, para tentar elevar as vendas. Na Maxitango e na Havan, por exemplo, os clientes tinham promoções ou condições de pagamento diferenciadas. “Já abrimos com promoção e desconto a vista, que estão causando bastante impacto na compra também. Bastante roupa branca ou amarela está saindo, para o ano novo”, diz Sandra Sallum.

Informações do Jornal da Manhã.

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