VCG diz que pode encerrar operação com a greve
Concessionária do transporte coletivo em Ponta Grossa pede que sindicato e trabalhadores ponderem a respeito da greve anunciada nesta quinta

Concessionária do transporte coletivo em Ponta Grossa pede que sindicato e trabalhadores ponderem a respeito da greve anunciada nesta quinta
Depois da aprovação do indicativo de greve em assembleia realizada nesta quinta-feira (28) por motoristas e cobradores da Viação Campos Gerais (VCG), a empresa emitiu uma nota alegando que a paralisação dos funcionários pode levar ao encerramento das operações da concessionária do transporte público em Ponta Grossa. Além disso, a empresa argumenta que a decisão judicial que exige o pagamento dos salários atrasados em 48 horas poderá agravar a situação.
Em nota encaminhada à imprensa, a VCG argumenta que “vem empregando todos os esforços possíveis para honrar seu contrato, mantendo o sistema de transporte coletivo de Ponta Grossa em atividade”. A empresa explica que acumula milhões em dívidas “diante de uma oferta x demanda absolutamente desequilibrada, levando a um cenário insustentável” e volta a citar um auxílio emergencial vindo do poder público, sem o qual “fica cada vez mais difícil manter a regularidade dos serviços”.
A empresa também espera que os funcionários e o Sindicato “ponderem a respeito da situação” e diz que “a interrupção dos serviços agravará a defasagem de receita, podendo ocasionar o encerramento definitivo da operação”. Além disso, o comunicado emitido pela empresa também argumenta que a decisão da Justiça do Trabalho sobre o pagamento até esta sexta-feira (29) sob pena de multa “só vem a agravar e antecipar um colapso em virtude da impossibilidade total de cumprimento da medida da forma determinada”.
Veja abaixo a íntegra da nota da VCG:
“Desde o início da pandemia, a VCG vem empregando todos os esforços possíveis para honrar seu contrato, mantendo o sistema de transporte coletivo de Ponta Grossa em atividade. No entanto, apesar de todos os esforços, a concessionária já ultrapassou todos os limites empresariais possíveis de equilíbrio, acumulando milhões em dívidas diante de uma oferta x demanda absolutamente desequilibrada, levando a um cenário insustentável. O empenho da empresa é total para que não haja paralisação. Porém, sem uma ação efetiva e absolutamente necessária de custeio emergencial por parte do poder público, fica cada vez mais difícil manter a regularidade dos serviços, que já vem dando claros sinais de dificuldade.Nossa expectativa é de que os colaboradores e o Sindicato ponderem a respeito da situação, que é indesejada para todos os envolvidos, pois a interrupção dos serviços agravará a defasagem de receita, podendo ocasionar o encerramento definitivo da operação.E a respeito da liminar concedida pela Justiça do Trabalho, ela só vem a agravar e antecipar um colapso em virtude da impossibilidade total de cumprimento da medida da forma determinada.”





















