Sindicato cobra Insol sobre paralisação

Os trabalhadores da moageira Insol, instalada em Ponta Grossa, estão inseguros quanto ao retorno ao trabalho. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Soja e Óleos Alimentícios de Ponta Grossa, Jorge Luiz Pitela, a Insol interrompeu a produção no mês de agosto, e segundo ele, a empresa “não tem um futuro promissor”, e os trabalhadores não sabem o que ocorrerá com eles no próximo ano.
De acordo com Pitela, entre os 65 funcionários da empresa em Ponta Grossa, a maior parte deles, cerca de 45, ficou amparada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT. Contudo, os outros, ou por serem aposentados, ou por ter menos de 18 meses na empresa, não foram inclusos neste pagamento. Segundo Pitela, esse acordo para não mandar embora os trabalhadores, e receberem através do FAT, foi feito através do sindicato. “O restante que ficou na empresa, que não tem direito ao FAT, foi feito um contrato entre sindicato e empresa, que pagaria o mesmo valor da parcela. Mas a empresa não está pagando, esse pessoal está sem dinheiro e está passando fome. O 13º não foi pago também”, relata Pitela. O presidente do sindicato relata que a empresa também não está depositando o FGTS há vários anos.
De acordo com Pitela, a empresa passa por recuperação judicial. “A empresa está fora do mercado. Se for continuar assim, que feche e libere o fundo de garantia”, diz. Diferente das outras moageiras instaladas na cidade, a empresa não tem o plantio direto e fica a mercê do mercado. Pitela relata que uma mobilização será realizada em frente a empresa no dia 4 de Janeiro, já que em dezembro será paga a última parcela do FAT e os trabalhadores ficam sem receber.
O Jornal da Manhã tentou entrar em contato com a empresa e com o diretor da Insol, na tarde de ontem, mas não obteve retorno.
Informações do Jornal da Manhã.





















