Arroios de PG serão fiscalizados por drones
A Agência Reguladora de Águas e Saneamento Básico (Aras) de Ponta Grossa está desenvolvendo um projeto pioneiro para tentar reduzir a poluição nos arroios, preservar a mata ciliar e mapear áreas de risco e assoreamentos no município.
A intenção é utilizar imagens captadas por drones (aeronaves não tripuladas comandadas a distância) dessas regiões, repassar aos engenheiros do órgão, e assim traçar planos de ação para contribuir, principalmente, com a limpeza e higienização dessas áreas.
A informação foi confirmada na tarde de ontem pelo presidente da Aras, Márcio Ferreira. “Estamos concluindo a licitação para fazer a contratação de uma empresa que ficará responsável por esse monitoramento. Esse processo deve ser concluído até janeiro do ano que vem”, explica.
O investimento será de R$ 80 mil para a cobertura de 50 arroios em um prazo de um ano. Atualmente a cidade conta com 160 arroios. A expectativa é que neste primeiro momento 75% desse total seja monitorado. “Essa utilização está se mostrando extremamente eficiente com os testes que estamos realizando”, reforça Ferreira.
Um dos primeiros testes ocorreu no arroio da Ronda, no dia 20 de novembro. “Com as imagens já foi possível detectar a destinação incorreta de esgoto em alguns pontos, registrar processos erosivos e também a perda de mata ciliar nessa região”, comenta o fiscal da Aras, Ivan Loureiro.
Os estudos para a implantação desse projeto estão sendo realizados há dois meses. Ainda de acordo com Loureiro, a autonomia de voo de cada drone é de 500 metros de alturas.
Um projeto semelhante ao que se pretende implantar em Ponta Grossa também entrará em operação no próximo ano nas áreas concedidas pela União para a exploração sustentável de madeira em florestas. O uso de drones será adotado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O órgão subordinado ao Ministério do Meio Ambiente fará licitação para a compra de três equipamentos no valor de até R$ 87 mil cada, incluindo os softwares e os computadores necessários.
“Projetos semelhantes existem. Porém, com o foco na preservação dos arroios, não encontramos outra iniciativa parecida no país”, finaliza Loureiro.
Implantação deve gerar economia
Na opinião do presidente da Aras, Márcio Ferreira, além dos benefícios diretos com a ampliação na capacidade de fiscalização dos arroios, o projeto dos drones também vai gerar impactos positivos em relação a economia. “Com os equipamentos uma pessoa poderá executar o trabalho que antes precisaria ser realizado por etapas. Vamos economizar em gastos com pessoal, combustível, deslocamento, enfim, gastos menores”, justifica.
Informações do Jornal da Manhã.





















