Crise na economia fecha lojas de varejo na cidade | aRede
PUBLICIDADE

Crise na economia fecha lojas de varejo na cidade

Imagem ilustrativa da imagem Crise na economia fecha lojas de varejo na cidade
-

Fernando Rogala

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Um levantamento realizado recentemente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou um volume inédito no fechamento de lojas do varejo em todo o país. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, até outubro deste ano, houve queda de 9,1% no número de estabelecimentos comerciais com vínculo empregatício no Brasil em relação ao mesmo período do ano passado.

Em termos absolutos, o varejo perdeu 64,5 mil estabelecimentos comerciais na média dos últimos 12 meses. O segmento de hiper e supermercados, responsável por 32,6% das lojas em operação liderou a queda, com a extinção de 15,5 mil pontos de vendas. Em seguida, vieram os segmentos de vestuário (-9,7 mil) e de materiais de construção (-9,5 mil).

O Paraná ocupa a terceira colocação no ranking do CNC com o fechamento líquido de 7,2 mil lojas, ficando atrás apenas de São Paulo (-21,6 mil) e Minas Gerais (-9,5 mil). Atualmente, os estabelecimentos com vínculos empregatícios respondem por 43% do total de lojas no varejo brasileiro.
Apesar da não divulgação de dados oficiais sobre o fechamento de lojas em Ponta Grossa, lideranças locais veem com preocupação o levantamento.

Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), Nilton Fior, o fechamento de lojas também é sentido regionalmente. “Temos notícias de fechamentos não só de estabelecimentos genuinamente ponta-grossenses ou regionais, mas também de filiais de redes nacionais”, expõe.

Entre os principais aspectos negativos dessa realidade, Fior destaca o desemprego. “É preocupante esta questão, pois o impacto direto do fechamento destas lojas está no crescente índice de desemprego. Quando o cidadão perde a renda, aumenta diretamente os índices de inadimplência, influenciando no comércio e assim sucessivamente”, explica.

Ainda na opinião de Fior, a reversão desse quadro parece estar bem longe de acontecer. “Isso é reflexo da recessão econômica que o país vive nestes últimos 18 meses, sendo umas das mais duradouras. O pior é que projeções já pontam que ela não deve passar tão logo. O resultado? Todo mundo sai perdendo”, finaliza.

Informações do Jornal da Manhã

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right