Delegada descarta abuso sexual por parte de policial

A Delegada Ana Paula Cunha Carvalho descartou a suspeita de abuso sexual por parte de um policial civil cometido em Ponta Grossa. O casoé investigado desde o dia 30 de novembro pelo Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente) - a suspeita de abuso sexual foi denunciada por moradores de um condomínio fechado da cidade.
De acordo com a delegada, todas as doze crianças vítimas no suposto abuso cometido pelo policial foram ouvidas e negaram qualquer envolvimento sexual - o policial civil trabalha em Palmeira, cidade na região dos Campos Gerais, mas mora com a família em Prudentópolis. "Ouvimos as crianças, acompanhadas de uma psicóloga, e todas negaram qualquer contato íntimo", explicou a delegada. Outras testemunhas ainda devem ser ouvidas até a conclusão.
Segundo Ana Paula, o inquérito deverá ser concluído em até 10 dias e toda a documentação será encaminhada para a Corregedoria da Polícia Civil que vai investigar a conduta do policial. Ana Paula informou que, durante os depoimentos, a maioria das crianças contou apenas que ia até a casa do policial para jogar vídeo-game.
Busca e apreensão na casa do suspeito
A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do policial suspeito. De acordo com Ana Paula, o policial mantinha duas residências em Ponta Grossa - uma no condomínio alvo das denúncias - esvaziada assim que o caso veio a público - e outra em um bairro da cidade. "Nós recolhemos um notebook e um celular na residência e nada de ilícito foi encontrado", contou Ana Paula.
Residência alvo de denúncias foi esvaziada
De acordo com moradores do condomínio, todos os pertences foram retirados da residência alvo das denúncias e o policial não voltou mais ao local assim que a situação se tornou pública. “A gente não entende como deixaram de prender ele em flagrante. A casa vivia cheia de crianças e todo o local foi desmontado em questão de minutos”, contou uma da mães que denunciaram o caso.
Dinheiro fez caso chegar ao conhecimento dos pais
Os pais tomaram conhecimento do caso depois que uma das crianças chegou em casa com R$ 50. Questionado pelos pais sobre a origem do dinheiro, o menino de 10 anos de idade contou que havia ganho o valor do policial – ouvido informalmente na delegacia, o policial teria afirmado que o dinheiro havia sido furtado pelo menino.
Depois do primeiro indício, os próprios pais começaram a investigar o caso. “As crianças começaram a nos contar o que acontecia lá dentro. Além de uma geladeira cheia de doces e refrigerantes, eles comentaram que todos os meninos que estavam na na casa eram obrigados a usar o banheiro de porta aberta”, contou o pai de um dos meninos envolvidos.





















