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Cesta básica em PG tem alta de 17,3% em um ano

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Fernando Rogala

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A cesta básica teve uma variação acima da inflação em Ponta Grossa. De acordo com pesquisa mensal da Divisão de Extensão Universitária da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex/Deu) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), divulgada ontem, os ponta-grossenses precisaram desembolsar, em novembro, R$ 536,67 para adquirir os 34 produtos que compõem a cesta básica. Tal valor é 17,32% superior aos R$ 457,42 pagos pelos mesmos produtos em novembro de 2014.

Em linhas gerais, para fazer as mesmas compras, o consumidor gasta R$ 79,36 a mais que no final do ano passado. No período de 12 meses, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado na quarta-feira pelo IBGE, teve uma variação de 10,48%. Assim, a cesta básica da cidade teve uma alta 6,84% acima da inflação.

No mês anterior, a mesma compra dos itens custava R$ 518,93 em Ponta Grossa – ou seja, houve um acréscimo de 3,4% em apenas um mês. Em relação aos preços praticados em outubro, 21 produtos tiveram os valores aumentados; enquanto 13 registraram queda de preços. A cebola foi a campeã do mês, com alta de 40,34% em relação ao mês anterior. Destaque também para o alho, que teve a menor alta, 5,78%. No grupo dos hortifrutigranjeiros, os preços aumentaram em média 17,47%.

O economista Alexandre Lages, professor da UEPG e coordenador do projeto da cesta básica, explica que o acréscimo nos preços está relacionado aos custos de produção da indústria. “Teve um aumento no grupo de higiene, que são produtos industrializados. Isso indica que os preços demoram para subir e não caem fácil; a tendência é continuar. É diferente do setor de hortifrúti, que sobe e cai”, explica, informando, também, uma alta expressiva nas carnes.

Para ele, esse valor, acima da inflação, é bastante prejudicial aos consumidores, já que há uma redução no poder de compra. “Esse valor, muito acima da inflação, é um índice preocupante, porque o salário mínimo não vai ser reajustado nesse patamar. Isso significa um retrocesso social, porque, ao comprar o básico, sobra menos para comprar as outras coisas, e as pessoas vão ter que abrir mão de algumas coisas - principalmente quando se adiciona o aumento nos combustíveis, energia e moradia”, completa Lages.

Alimentação teve alta de 3,32%

No grupo alimentação, a alta foi de 3,32%. O açúcar teve a maior elevação, 26,09%; enquanto o sal, a maior queda no período, 5,98%. No açougue, os preços tiveram uma leve alta, com índice médio de 0,06%. A maior alta do grupo ficou por conta da carne bovina, 2,15%; e a maior queda, para o frango, 5,02%. Os produtos de higiene pessoal e de limpeza tiveram queda de preços. No grupo higiene, a média foi de 0,08%, com destaque para xampu, maior retração, 1,33%; e para o papel higiênico, maior alta, 3,81%. Na seção de limpeza, os preços caíram 0,25%. O sabão em pó subiu 6,30%; e a água sanitária caiu 5,27%.

Informações do Jornal da Manhã.

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